Meio ambiente

Novo catalisador ambientalmente correto é útil na produção de hidrogênio

Engenheiros da Universidade de Ohio, Estados Unidos, desenvolveram um novo catalisador químico que aumenta a produção de hidrogênio sem utilizar um metal tóxico, o cromo, comum nos outros catalisadores. Embora ainda esteja nos estágios iniciais de desenvolvimento, o novo catalisador poderá vir a representar um passo importante rumo à economia do hidrogênio, gás que, se espera, deverá substituir o petróleo como fonte básica de energia no mundo.

Segundo uma de suas criadoras, a cientista Umit Ozkan, o catalisador foi construído com uma combinação de ferro, alumínio e outros metais para capturar hidrogênio a partir do monóxido de carbono e da água. Nos testes em laboratório seu desempenho foi 25 por cento superior aos melhores catalisadores hoje disponíveis comercialmente.

A cientista está tentando aproveitar o carvão como fonte de hidrogênio. O primeiro passo para isso é um processo chamado gaseificação, que converte o carvão em um vapor rico em monóxido de carbono. Mas o próximo passo - recuperar o hidrogênio a partir de uma reação entre o monóxido de carbono e a água - somente funciona dentro de uma faixa muito estreita de temperatura. Novos catalisadores são necessários para otimizar a reação, principalmente para a gaseificação do carvão em larga escala.

Até agora, o catalisador comercialmente disponível que tem melhor rendimento é feito de ferro e do metal tóxico cromo. Durante a produção do hidrogênio, o catalisador pode liberar o cromo como um subproduto. E, ao final de sua vida útil, o catalisador deve ser descartado, com todos os cuidados e custos de se armazenar um lixo tóxico.

A pesquisa teve que começar pelo entendimento do porquê do bom funcionamento do catalisador atual. Ao descobrir que o cromo ajuda a manter a estrutura porosa do ferro durante a reação, a cientista passou a procurar por metais com características semelhantes. Chegar ao alumínio e a outros metais complementares foi apenas mais um passo.

Agora a equipe da Dra. Ozkan está testando o funcionamento do novo catalisador na presença de enxofre, um elemento comum na maioria das reservas mundiais de carvão.





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