Nanotecnologia

Cientistas criam nanotubos de ouro e prata

Cientistas criam nanotubos de ouro e prata

Cientistas do Instituto Weizmann (Israel) criaram um novo tipo de nanotubo, construído de ouro, prata e outras nanopartículas. Os nanotubos, que foram descobertos em 1.991, são tradicionalmente feitos de carbono. Os novos nanotubos apresentaram propriedades elétricas e óticas únicas, propriedades estas que variam de acordo com os componentes utilizados.

Nanotubos são cilindros ocos cujas paredes possuem apenas alguns átomos de espessura, ou mesmo um único átomo. Os nanotubos de carbono são as estruturas mais resistentes já construídas, sendo 100 vezes mais fortes do que o aço, além de serem condutores de eletricidade e calor.

Os novos nanotubos agora construídos pelos cientistas Israel Rubinstein, Alexander Vaskevich e Michal Lahav, não possuem a resistência dos nanotubos tradicionais de carbono. Sua vantagem reside em que, utilizando-se nanopartículas em sua construção, suas características podem ser configuradas de acordo com a aplicação para a qual eles se destinam. As propriedades podem ser alterados escolhendo-se diferentes tipos de nanopartículas ou mesmo uma mistura delas, originando nanotubos compósitos.

Outra vantagem é que os nanotubos compósitos são produzidos à temperatura ambiente, em um processo de três passos. Os cientistas começam com uma membrana, um molde de óxido de alumínio contendo nanoporos, pequenos furos que são tratados quimicamente para atrair as nanopartículas de ouro ou prata. Quando uma solução contendo as nanopartículas, cada uma medindo 14 nanômetros de diâmetro, é derramada sobre os nanoporos, as nanopartículas grudam-se tanto umas às outras quanto ao molde de alumina, criando nanotubos em multi-camadas. No passo três, a membrana de óxido de alumínio é dissolvida, deixando uma estrutura sólida de nanotubos.





Outras notícias sobre:

Mais Temas