Nanotecnologia

Novo método controla o formato de estruturas de nanotubos

Novo método controla o formato de estruturas de nanotubos

Várias empresas que estão começando a explorar comercialmente os benefícios da nanotecnologia estão muito interessadas em métodos produtivos em larga escala que as permitam trazer para o mercado novos materiais que, até agora, são vistos apenas em laboratórios.

Um desses novos métodos acaba de ser apresentado por pesquisadores do Rensselaer Polytechnic Institute (Estados Unidos), que relataram a descoberta de uma forma simples para a criação rápida de diferentes formatos de estruturas de nanotubos de carbono.

Desde sua descoberta em 1.991, os nanotubos têm entusiasmado os pesquisadores devido às suas excepcionais combinações de tamanho, resistência e propriedades físicas. Eles conduzem eletricidade e calor de forma super eficiente e suas diminutas dimensões geram expectativas acerca de uma nova geração de semicondutores e um enorme conjunto de outras aplicações na medicina e na ciência dos materiais. Mas, antes que essas expectativas possam se concretizar, os cientistas devem desenvolver técnicas que permitam a fabricação industrial dessas nanoestruturas.

O novo método criado pela equipe do Dr. Ravi Kane oferece um novo nível de controle sobre o formato das estruturas geradas. Empregando um método comum de deposição de vapor químico, os cientistas cresceram uma camada de nanotubos multicamadas sobre um molde de silíca a 800º C. O filme de nanotubos, uma espécie de carpete em escala microscópica, foi então oxidado e mergulhado em um líquido. À medida em que o líquido se evaporava, os nanotubos se uniram, resultando em estruturas com formato definido pela estrutura do molde de sílica. Depois de montadas, as estruturas parecidas com esponjas são estáveis e elásticas.

"As espumas celulares superleves feitas de nanotubos condensados poderão ter aplicações como reforços estruturais absorventes de impacto e membranas elásticas," afirma Kane. Mas os cientistas acreditam que o material também poderá vir a ser utilizado em qualquer aplicação onde seja necessário resistência e flexibilidade, como juntas de reparo e como reforço em peças de fibra de carbono.

A descoberta foi publicada no último exemplar do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences sob o título "Capillarity-driven assembly of two-dimensional cellular carbon nanotube foams."





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