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Nanotecnologia

Criada caneta da era nanotecnológica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/08/2005

Criada caneta da era nanotecnológica

Cientistas do Laboratório Nacional Brookhaven, dos Estados Unidos, criaram a caneta da era nanotecnológica: sua finíssima ponta utiliza uma técnica de escrita química, capaz de criar linhas de "tinta" de apenas algumas dezenas de nanômetros de largura.

"Nosso novo método de 'escrita' abre muitas novas possibilidades para a criação de padrões e saliências em nanoescala sobre outras superfícies. Isto pode ter um impacto significativo no desenvolvimento de nanotecnologias que envolvam a microusinagem, tais como a eletrônica molecular - minúsculos circuitos construídos utilizando-se moléculas orgânicas individuais," explicou o físico Yuguang Cai durante a apresentação da nova técnica, na reunião da Sociedade Americana de Química.

A "caneta nanotecnológica" recebeu o pomposo nome de caneta de eletronanolitografia. Para "escrever", sua finíssima ponta metálica deve ser passada sobre uma película contendo moléculas orgânicas. Uma tensão elétrica, passando através da ponta, faz com que as moléculas sobre as quais ela desliza, oxidem, ou seja, sofram uma reação que altera a composição química da película. Em uma única passada, as moléculas de "tinta" orgânica são transferidas da ponta para as regiões oxidadas, criando uma linha finíssima.

Na foto, as linhas que formam o nome do laboratório têm 150 nanômetros de largura e menos de um nanômetro de altura. Elas são constituídas de moléculas orgânicas, a "tinta" depositada pela caneta.

Embora as linhas do exemplo tenham apenas uma molécula de altura, os pesquisadores afirmam ser possível a construção de padrões em multicamadas, bastando para isso escrever novamente sobre as estruturas anteriormente criadas.

É claro que não é fácil "ler" o que a caneta nanotecnológica escreve, já que as dimensões minúsculas dos desenhos só poderiam ser vistas através de microscópios eletrônicos especiais. Mas isso não é problema.

Para "ler" o que está escrito, basta desligar a tensão elétrica da ponta da caneta. Assim a ponta funciona como um "scanner", um sensor que vai reconhecendo os padrões por debaixo dela, passando o registro para o computador, que cria uma imagem ampliada da estrutura.







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