Nanotecnologia

IPEN obtém nanotubos de carbono de múltiplas paredes

Pesquisadores do programa de células a combustível do IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), conseguiram dominar a técnica para obtenção de nanotubos de carbono de múltiplas paredes (MWCNTS).

Os nanotubos obtidos no Ipen, de 20 a 300 nanômetros, têm potencial para utilização em células a combustível do tipo PEM (de baixa temperatura) com o objetivo de aumentar a eficiência na geração de energia.

Os cientistas brasileiros utilizaram o método solvotermal para a obtenção dos nanotubos. Nesse método, utiliza-se o álcool etílico como fornecedor de carbono e magnésio metálico como agente redutor. Ambos são submetidos a uma temperatura de 600ºC e a uma pressão de 5 mil atmosferas.

O método solvotermal começou a ser pesquisado em 2003, com a intenção de se produzir MWCNTs em larga escala e a um baixo custo. O método deriva do processo hidrotermal, conhecido pela produção de quartzo em larga escala e de diversos outros materiais. Com a diferença de que, ao invés de água, ele emprega outros tipos de compostos (álcool etílico e benzeno entre outros).

Os nanotubos produzidos no Ipen foram caracterizados utilizando-se microscopia eletrônica de transmissão, difração de elétrons em área específica, microscopia eletrônica de varredura e análise química por fluorescência de raios X.

Agora os cientistas vão desenvolver o processo, para obtenção de maiores quantidades dos nanotubos de múltiplas paredes, além de obtê-los a partir da platina, em dimensões de 2 a 4 nanômetros, para eletrocatálise de células a combustível PEMFC.





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