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Brasil e China firmam acordos em tecnologia da informação e espaço

O Brasil assinou três acordos com empresas e o governo da China na área tecnologia e inovação.

Dois acordos definem a instalação de centros globais de pesquisa e desenvolvimento (P&D) das companhias chinesas Baidu e Huawei no Brasil.

Os documentos foram assinados por Clelio Campolina Diniz, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, e por José Raimundo Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira, durante visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil.

Baidu no Brasil

Campolina e o presidente executivo da Baidu, Robin Li, assinaram um memorando de entendimento sobre a cooperação técnica e científica entre o MCTI e a empresa responsável pelo maior serviço de busca na internet do país asiático. Em seguida, os dois governos lançaram a ferramenta para o mercado brasileiro, com a digitação das palavras "Brasil" e "China", em português.

A parceria tem objetivo de promover o desenvolvimento dos serviços e da tecnologia de internet no país e diversificar a oferta de ferramentas de busca ao público brasileiro. A ferramenta deverá receber uma interface em português.

De 2014 a 2017, a Baidu planeja investir cerca de R$ 120 milhões na implantação de um centro de P&D, a ser iniciado com o sétimo laboratório avançado de internet da empresa no mundo. Atualmente, a companhia possui três unidades na China, uma no Vale do Silício, nos EUA, uma em Cingapura e outra no Japão. No Brasil, as atividades devem se concentrar em mineração de dados, aprendizado de máquina e personalização de produtos e serviços.

Dados digitais

Com o protocolo de intenções assinado por Campolina e pelo presidente da Huawei na América do Sul, Li Ke, a companhia chinesa de equipamentos para redes e telecomunicações se compromete a aportar R$ 200 milhões em três anos na criação de um centro de P&D, com investimentos em áreas como computação em nuvem, big data, cibersegurança e aplicações móveis.

Para as tecnologias de grandes dados - conjunto de soluções capaz de lidar com dados digitais em grande volume, variedade e velocidade - e computação em nuvem, a Huawei estaria interessada em aplicações para a área de saúde, educação e governo eletrônico.

Observação da Terra

Assinado pelo presidente da AEB e pelo vice-ministro chinês de Indústria e Tecnologia da Informação, Xu Dazhe, o memorando de entendimento da área espacial propõe cooperação em sensoriamento remoto por satélite, com intercâmbio de elementos de observação da Terra, capacitação de especialistas e recepção, tratamento, distribuição e aplicação de dados.

José Raimundo Coelho destacou a possibilidade de desenvolver um conjunto de aplicações para utilizar dados de satélites sino-brasileiros de recursos terrestres. "Há demandas específicas dos dois países", comentou o presidente da AEB. "Para isso, vamos instalar grupos de trabalho e buscar esses usuários para desenvolver as aplicações voltadas ao atendimento de suas necessidades."

Pelo memorando, Brasil e China se comprometem a fornecer de maneira recíproca dados de satélites de sensoriamento remoto, com base na segurança e na capacidade de seus equipamentos.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) e o Centro Chinês para Dados e Aplicações de Satélites de Recursos Terrestres (Cresda) estão previstos como órgãos executores dos acordos.





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