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Ensino médio terá disciplinas de empreendedorismo e investigação científica

Com informações da Agência Brasil - 08/04/2019

Novo ensino médio

O ensino médio terá formação específica para empreendedorismo, investigação científica e processos criativos, além da mediação e intervenção sociocultural.

Estes são os eixos que vão orientar os chamados itinerários formativos, ou seja, as atividades que os estudantes poderão escolher. O modelo deverá ser implementado nas escolas públicas e privadas do país até 2021.

Isso significa que, ainda no ensino médio, os estudantes poderão, por exemplo, aprofundar os conhecimentos referentes ao mundo do trabalho e à gestão de empreendimentos. Além disso, os estudantes deixarão a escola melhor preparados para mediar conflitos e propor soluções para questões e problemas socioculturais e ambientais identificados em suas comunidades.

Os eixos que servirão de referência para a estruturação dos itinerários formativos estão em portaria publicada pelo Ministério da Educação (MEC). Os referenciais foram definidos pelo governo anterior e já estavam disponíveis na internet desde o fim do ano passado. Agora, foi feita a publicação oficial.

Ensino antenado

No novo ensino médio, com 5 horas diárias de aulas, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ocupará 60% dos três anos de formação, o equivalente a pouco mais de um ano e meio.

No tempo restante, os estudantes poderão aprofundar os estudos em itinerários nas áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.

Por exemplo, um estudante que optar por fazer um curso técnico em informática, poderá aprender questões ligadas a processos criativos dentro da própria área, como fazer uma investigação científica relacionada à informática e assuntos afins e como empreender com o que aprendeu.

"A intenção é que, a partir de 2021, as novas turmas do ensino médio entrem nas redes, sejam públicas ou particulares, em um novo ensino médio, mais antenado como a garotada, com esses jovens que hoje estão na escola. Isso é muito importante," disse a ex-secretária de Educação Básica do MEC Kátia Smole, que coordenou a elaboração dos referenciais.

Cada município deverá oferecer pelo menos dois itinerários formativos aos estudantes. No ensino médio regular, até 20% das aulas poderão ser a distância e, no noturno, até 30% poderão ser ofertadas nessa modalidade.

A previsão é que todos os estados concluam até o fim do ano a elaboração dos currículos. No ano que vem, os professores serão formados para atuar no novo modelo, que chegará nas salas de aula em 2021.





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