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Energia

Calor do corpo humano gera eletricidade de modo prático

Redação do Site Inovação Tecnológica - 06/05/2026

Gerador fino e flexível converte calor do corpo humano em eletricidade
O gerador termoelétrico para a pele é fino, flexível e não precisa fixar sendo flexionado para gerar eletricidade - só o calor do corpo é suficiente.
[Imagem: Juhyung Park et al. - 10.1126/sciadv.aea9094]

Gerador termoelétrico humano

Pesquisadores sul-coreanos desenvolveram um gerador termoelétrico fino, flexível e capaz de produzir eletricidade usando apenas o calor do corpo humano, e sem mecanismos complicados de movimentação.

Isso é muito melhor do que as tecnologias desse tipo são capazes de fazer hoje - o revestimento pode ser aplicado completamente plano sobre a pele.

Os geradores termoelétricos, que convertem diferenças de temperatura em eletricidade, estão por aí há algum tempo, mas começaram a atrair mais atenção com o desenvolvimento dos eletrônicos vestíveis, já que podem fornecer energia sem baterias, deixando tudo muito mais leve e confortável.

Em particular, os geradores termoelétricos de película fina são leves e flexíveis, permitindo que sejam fixados à pele ou à roupa. No entanto, essa estrutura fina também apresenta uma limitação. Os geradores termoelétricos exigem uma diferença de temperatura entre os lados quente e frio para gerar eletricidade. Mas, com o material sendo muito fino, o calor corporal atravessa a película e se dissipa no ar. Isso derruba a diferença de temperatura entre os lados do dispositivo, e a eletricidade gerada é mínima.

Juhyung Park e colegas da Universidade Nacional de Seul superaram essa limitação com uma solução estrutural que redireciona o fluxo de calor, em vez de tentar manter uma diferença de temperatura vertical. O resultado é o que eles chamam de "gerador termoelétrico pseudo-transverso".

Gerador fino e flexível converte calor do corpo humano em eletricidade
Mesmo sem qualquer deformação, o dispositivo gera eletricidade quando fixado à pele ou a uma vasilha com água quente.
[Imagem: Juhyung Park et al. - 10.1126/sciadv.aea9094]

Plano e prático

Ao incorporar nanopartículas de cobre termocondutoras em regiões seletivas de um substrato de silicone esticável (PDMS), a equipe criou áreas com alta e baixa condutividade térmica dentro de um mesmo substrato, um substrato de dupla condutividade térmica.

A seguir, semicondutores termoelétricos são posicionados na fronteira entre essas regiões. Com isto, em vez de o calor da pele escapar verticalmente, ele flui lateralmente ao longo da região de alta condutividade. Como resultado, formam-se áreas relativamente quentes e frias na superfície do substrato, gerando a diferença de temperatura necessária para a produção de eletricidade mesmo em uma estrutura de filme fino totalmente plana.

O dispositivo é fabricado por um processo similar à impressão de jato de tinta, garantindo alta flexibilidade e escalabilidade - o tamanho e o formato do gerador podem ser projetados livremente, como blocos modulares.

Por ser capaz de gerar diferença de temperatura mantendo uma estrutura completamente planar, essa nova plataforma termoelétrica tem potencial para ser usada como fonte de energia autônoma para uma ampla gama de sensores vestíveis e dispositivos eletrônicos projetados para serem fixados na pele ou em roupas, dizem os pesquisadores.

Bibliografia:

Artigo: All-solution-processed scalable and wearable organic thermoelectrics by structurally mimicking transverse thermoelectric effects
Autores: Juhyung Park, Sun Hong Kim, Jeong Han Song, Jeehyun Jeong, Jeonghun Kwak
Revista: Science Advances
DOI: 10.1126/sciadv.aea9094
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