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Governo pretende atrair empresas de software estrangeiras

Com informações da Agência Brasil - 13/07/2012


O governo federal está preparando medidas para estimular o crescimento do setor de softwares no Brasil.

Exportação de softwares

Ao contrário da Índia, que apostou na educação e na formação de mão-de-obra especializada em massa, O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) pretende atrair empresas internacionais, com vistas à exportação de produtos e serviços de TI.

Segundo Virgílio Almeida, secretário de Política de Informática do MCTI, a meta do programa será aumentar em 50% a participação do segmento na economia até 2020 - atualmente a área de TI tem cerca de 4% do Produto Interno Nacional (PIB).

O setor movimenta cerca de US$ 73 bilhões por ano, mas apenas US$ 3,1 bilhões desse total foram obtidos com exportações.

Para vender mais, o governo espera que empresas estrangeiras se instalem no Brasil e tragam seus centros de pesquisa e desenvolvimento, onde criam e aperfeiçoam tecnologia.

País primário

Para Almeida, o Brasil pode ser atrativo neste momento de estagnação econômica na Europa, nos Estados Unidos e no Japão por causa do mercado interno e por causa das políticas de compra do Estado, que representa cerca de um terço da demanda em TI.

O Programa Estratégico de Softwares e TI adotará a certificação de produtos desenvolvidos no Brasil como exigência para dar margem de preferência nas compras públicas.

O programa acompanha o padrão atual de incentivos ao setor privado, baseado na economia primária - segundo o secretário, o Brasil poderá ser atrativo ao se especializar no fornecimento de tecnologias de informática para atividades econômicas como óleo e gás (exploração na camada pré-sal, especialmente), mineração e agronegócio.

Escassez de mão-de-obra

Ruben Arnoldo Delgado, presidente da Associação para a Promoção da Excelência do Software brasileiro (Softex) defende que mais empresas internacionais entrem no país, mas mostrou preocupações com a concorrência e com a escassez de mão-de-obra.

Conforme o presidente da Softex, falta mão-de-obra com formação em escola técnica, para trabalhar na base dos processos produtivos.

Segundo a Softex, há cerca de 73 mil empresas de TI no Brasil, 96% delas com menos de 20 empregados.

A mão-de-obra total do setor é de 660 mil empregados, com um crescimento de 8,2% ao ano, acima da média da indústria.







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