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Mina de urânio na Bahia recebe licença de implantação

Mina de urânio

O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) concedeu a licença de instalação para implantação da lavra a céu aberto da mina do Engenho, na Bahia.

Este é um passo essencial para que a INB (Indústrias Nucleares do Brasil) retome a produção de urânio.

Na área da INB encontra-se a chamada Província Uranífera de Lagoa Real, onde estão identificados 38 depósitos de minerais de urânio com alto grau de pureza; 17 desses depósitos já foram pesquisados, passando a ser chamados de jazidas. Quando se inicia a exploração da jazida ela é chamada de mina.

Lavra a céu aberto e lavra subterrânea

Desde o ano 2000, quando do início das operações da INB em Caetité, vinha sendo explorada a mina Cachoeira, cuja capacidade de extração a céu aberto se exauriu.

Atualmente, estão em andamento planos para desenvolver uma mina subterrânea de urânio no local.

A jazida do Engenho também será minerada a céu aberto, através de três cavas. Esta nova jazida tem capacidade para produzir 4.730 toneladas de concentrado de urânio durante 14 anos, mantendo uma média de produção anual de 340 toneladas.

A licença concedida pelo IBAMA tem validade de quatro anos e traz condições para a implantação do empreendimento, como a construção dos sistemas de drenagem da mina, a execução do programa de monitoração ambiental operacional da mina Cachoeira e pré-operacional da mina do Engenho, assim como os programas de gerenciamento de resíduos e de monitoração de ruído e poeira, entre outras condicionantes.





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