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Observatório Cheops pronto para o lançamento

Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/04/2019

Observatório Cheops pronto para o lançamento
Impressão artística do Cheops em órbita, com um sistema de exoplanetas ao fundo.
[Imagem: ESA/ATG]

Caracterização de Exoplanetas

O observatório Cheops, a primeira missão da ESA (Agência Espacial Europeia) dedicada ao estudo de exoplanetas, está pronto para o lançamento.

O telescópio foi apresentado à imprensa neste fim de semana, ainda na sala limpa da empresa Airbus, em Madri, na Espanha.

O lançamento, a bordo de um foguete Soyuz que partirá do Porto Espacial da Europa em Kourou, na Guiana Francesa, está programado para ocorrer em uma janela que irá de 15 de outubro a 14 de novembro de 2019.

Cheops é uma sigla para CHaracterising ExOPlanet Satellite, ou Satélite de Caracterização de Exoplanetas.

Depois da apresentação, o telescópio será armazenado e embarcado para Kourou, onde será montado no foguete.

Observatório Cheops pronto para o lançamento
O telescópio foi apresentado na sala limpa onde sua construção foi concluída.
[Imagem: ESA/S. Corvaja]

Densidade dos exoplanetas

O telescópio Cheops observará estrelas conhecidas por hospedarem exoplanetas, em particular aqueles na faixa de tamanho entre a Terra e Netuno.

Para monitorar o brilho de cada estrela, o telescópio usará aquele que é considerado o melhor fotômetro já construído, fabricado por uma equipe da Suíça.

A capacidade de observar múltiplos trânsitos de cada planeta permitirá obter as assinaturas de trânsito - quando o planeta passa à frente de sua estrela em relação à Terra - de alta precisão que são necessárias para medir o tamanho dos planetas com maior precisão.

A combinação dos tamanhos precisos obtidos pelo Cheops com massas determinadas a partir de outras medições será usada para estabelecer a densidade aparente dos planetas, colocando restrições na sua composição, sobretudo se eles são rochosos ou não.

Juntamente com informações sobre as estrelas hospedeiras e as órbitas do planeta, essas informações ajudarão a esclarecer o processo de formação e a história evolutiva dos exoplanetas observados.

Finalmente, esses dados ajudarão a refinar as campanhas de observação de outros dois observatórios da ESA - Plato, com seus 34 telescópios e participação brasileira, e Ariel, que irá estudar a atmosfera dos exoplanetas - planejados para serem lançados na próxima década.







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