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Radiotelescópio FAST entra em operação

Com informações da BBC - 15/01/2020

Radiotelescópio FAST entra em operação
O FAST, também chamado de "olho da China no céu", está localizado na depressão de Dawodang, na província de Guizhou, no sudoeste da China.
[Imagem: FAST Team/Divulgação]

Maior radiotelescópio do mundo

O Radiotelescópio Esférico com Abertura de 500 Metros (FAST, na sigla em inglês), instalado em meio às montanhas do sul da China, entrou na "fase científica".

O gigantesco disco metálico é o maior e mais potente radiotelescópio do mundo - com 500 metros de diâmetro, ele desbancou o radiotelescópio Arecibo, em Porto Rico, que tem 305 metros de diâmetro.

O FAST foi concebido nos anos 1990 e sua construção começou em 2011.

Em 2016 começaram os primeiros testes operacionais e, segundo a agência oficial de notícias Xinhua, o observatório agora entrou na fase de científica e já está disponível para os astrônomos de todo o mundo.

Radiotelescópio FAST entra em operação
O FAST é capaz de captar ondas de rádio em uma área duas vezes maior que o telescópio Arecibo, em Porto Rico.
[Imagem: FAST Team/Divulgação]

Missão do FAST

Os astrônomos esperam que os sinais captados pelo radiotelescópio sirvam para revelar mistérios relacionados à origem e à evolução do Universo.

Suas tarefas estarão relacionadas à busca de ondas gravitacionais, exploração da matéria escura e captura de sinais que possam indicar a existência de civilizações extraterrestres.

Um dos aspectos que mais animam os astrônomos é a capacidade do FAST de detectar "rajadas rápidas de rádio" (FRB, na sigla em inglês), eventos de energia intensa que duram apenas milissegundos. A origem das FRB ainda é um mistério para os astrônomos, então qualquer progresso nesta área será muito bem-vindo.

"O FAST será uma excelente ferramenta para detectar e estudar as FRBs mais fracas. Ele vai nos oferecer pistas sobre seus mecanismos de emissão e talvez sobre a natureza de sua origem," disse Victoria Kaspi, astrofísica da Universidade McGill, no Canadá.

Os especialistas também estão de olho na capacidade do FAST de estudar gases como o hidrogênio no espaço, a partir dos quais podem analisar a dinâmica das galáxias.

Apenas para animar, durante seu período de testes, ao longo de apenas dois anos, o FAST identificou 102 novos pulsares - estrelas de nêutrons que transformam a energia rotacional em energia eletromagnética.

Radiotelescópio FAST entra em operação
Mesmo na fase de calibração, o desempenho do FAST tem sido impressionante, com várias descobertas científicas.
[Imagem: FAST Team/Divulgação]

Radiotelescópio FAST

O FAST é formado por cerca de 4,4 mil painéis de alumínio que se movem para focar em diferentes áreas do céu.

A capacidade de concentrar o foco em uma determinada área é uma das principais vantagens do radiotelescópio chinês em relação a Arecibo

"Os painéis do Arecibo não podem se reajustar ativamente. O sistema óptico do FAST permite que você aponte para uma área mais ampla do céu, incluindo algumas áreas que não são acessíveis com o Arecibo," explicou a astrônoma Martha Haynes, da Universidade Cornell, nos EUA.

O "olho da China no céu" tem um campo de visão mais amplo do que outros radiotelescópios, o que significa que ele pode descobrir mais estrelas, mais fenômenos cósmicos e possíveis vidas extraterrestres, de acordo com o Instituto de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Pequim, na China.

Apesar das dimensões e de seu aspecto cientificamente promissor, o radiotelescópio FAST custou uma bagatela (US$ 171 milhões) em relação a projetos ocidentais.







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