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IPEA recomenda subsídios à indústria ou mais impostos sobre commodities

Com informações da Agência Brasil - 10/11/2011


Política tributária

O Brasil deve aumentar a tributação das commodities (produtos básicos como grãos e metais) ou conceder mais subsídios à indústria nacional.

Esta é a recomendação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) como alternativa de curto prazo para evitar a dependência excessiva do Brasil em relação aos produtos primários.

"Com o aumento do tributo [sobre commodities], o setor [primário] não vai conseguir repassar [o aumento] para os preços, já que os preços são fixados pelo mercado internacional. A taxa maior faz com que a rentabilidade [do produtor rural ou do minerador] seja reduzida, o que provoca queda na exportação.

"Se cai muito o saldo da balança comercial, o câmbio fica desvalorizado, o que beneficiaria a indústria," explicou Mansueto Almeida, do IPEA.

Reprimarização da economia

No entanto, o especialista defende o equilíbrio no aumento da tributação ou na concessão de subsídios, que devem ser feitos de forma cautelosa, para evitar prejuízos à competitividade.

"Qualquer excesso de uma política para modificar preços relativos [das commodities] pode diminuir o crescimento e, assim, inviabilizar todo o esforço de incentivar a indústria", completou.

É crescente a preocupação com a desindustrialização brasileira em razão da guerra cambial que se tem travado no mundo todo. O Brasil preferiu manter uma posição de "bom menino", em detrimento de sua indústria, enquanto outros países estão sendo bem mais aguerridos na defesa de suas próprias economias.

O resultado é que a participação da indústria no PIB vem caindo ano a ano. Os especialistas também chamam o fenômeno da reprimarização da economia brasileira, porque o setor primário (agropecuária e mineração) vem tomando a liderança do setor secundário (indústria).

Sem avanços

De forma um tanto surpreendente, o técnico do IPEA afirmou que o Brasil não precisa investir em inovação para estimular a produtividade.

"O maior problema no Brasil é que o custo cresceu muito e a produtividade não acompanhou. Mas não é necessária uma inovação radical para reverter isso. Basta utilizar tecnologias existentes e aplicá-las nas empresas brasileiras, para melhorar o que já existe," disse.







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