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USP e União Europeia cooperam na área de bioenergia

Nesta semana, com a intervenção da USP, a cidade de São Carlos avançou mais um passo no desenvolvimento de pesquisas na área de bioenergia.

Um trabalho de colaboração estreita entre Brasil e União Europeia foi aprovado por meio do programa internacional Seventh Framework Programme - FP7 (sétimo Programa-Quadro), oferecido pelo Serviço Comunitário de Informação para a Investigação e o Desenvolvimento (CORDIS), da União Europeia.

"Foi uma disputa acirrada. Concorremos com mais 21 projetos muito bem elaborados, então estamos honrados", afirma Igor Polikarpov, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e coordenador do projeto brasileiro.

Ceprobio

A proposta brasileira está vinculada ao Centro de Processos Biológicos e Industriais para Biocombustíveis (Ceprobio), iniciativa inédita que articula o trabalho de vários grupos de pesquisa científica e tecnológica de diferentes áreas relacionadas a biocombustíveis.

O Ceprobio envolve mais de 40 universidades e instituições de pesquisa, além de empresas colaboradoras, distribuídos em várias regiões de 12 Estados e Distrito Federal.

O Centro dedica-se a oito projetos principais, que estruturam a proposta aprovada:

  1. Genética de Plantas e Microorganismos;
  2. Descoberta de Genes e Genômica Funcional para Metabolismo de Parede Celular de Cana-de-Açúcar;
  3. Florestas e Plantações Energéticas Brasileiras para Produção Sustentável de Bioetanol Celulósico;
  4. Estrutura Molecular de Carboidratos e Lignina e a Degradação da Parede Celular das Plantas;
  5. Enzimas em Bioenergia, Processos industriais para a Produção de Etanol de Segunda Geração e Co-Geração de Produtos Químicos "verdes";
  6. Produção de Biodiesel de Microalgas em Escala Industrial;
  7. e Impactos da Produção de Biocombustíveis no Uso da Água e na Emissão de Carbono.

Biomassa para biocombustíveis

A partir destas pesquisas, o Ceprobio propõe um modelo industrial de produção de etanol celulósico que seja passível de integração aos modos de produção já estabelecidos em regiões desenvolvidas do Brasil ou que possa ser implementado em áreas cuja infra-estrutura agroindustrial esteja em fase de consolidação.

O modelo é inovador, diminuindo drasticamente a necessidade de insumos de origem fóssil através do reaproveitamento de resíduos e emissões na geração de energia e produção de produtos químicos.

Já a proposta europeia é intitulada Sustainable Liquid Biofuels from Biomass - SUNLIBB", ou "Biocombustíveis líquidos sustentáveis a partir de biomassa", coordenado pelo professor Simon Mcqueen-Mason, da Universidade de York.

O projeto busca a melhoria da qualidade da biomassa para a produção de biocombustíveis, bem como processos integrados de engenharia que visam sustentabilidade econômica e ambiental no processo de produção do etanol celulósico.

Juntos, estes projetos complementares devem dar grande visibilidade às pesquisas no Brasil e impulsionar os investimentos na área, consolidando a cooperação e a posição de superpotência do país. "Nossa intenção é, obviamente, dar continuidade às contribuições com a área, como sempre fizemos, e fazer ainda muito mais", afirma Polikarpov.





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