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Informática

Para fazer a Web 2.0 virar Web<sup>2</sup> imite a natureza, dizem cientistas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 19/03/2009

Para fazer a Web 2.0 virar Web<sup>2</sup> imite a natureza, dizem cientistas
O projeto Bionets está elevando os patamares da Internet, transformando a Web 2 em Web2.
[Imagem: ICT © angelovski - Fotolia]

Web2

Web elevada ao quadrado, ou Web2. É assim que os cientistas estão chamando aquilo que eles vislumbram como sendo a internet do futuro, uma rede difusa e universal, capaz de conectar dos atuais computadores e dispositivos móveis de comunicação aos automóveis, as roupas inteligentes e qualquer coisa que se colocar entre esses extremos.

Os cientistas vislumbram um futuro em que a internet precisará acompanhar e dar suporte ao usuário em qualquer situação, adaptando-se dinamicamente não apenas ao local, mas também a contextos diversos, como o ambiente de trabalho, a residência e os locais de lazer.

Unindo bilhões de dispositivos dos mais diversos tipos, os paradigmas atuais das redes de computadores parecem singelos demais. A solução, afirmam os cientistas do projeto europeu Bionets, pode estar na natureza.

Desafios para a internet do futuro

"O primeiro problema é a escala. Uma rede capaz de ligar tudo e qualquer coisa será gigantesca e exigirá uma engenharia muito séria para criar uma plataforma capaz de alcançar esse nível de objetivos," explica Daniele Miorandi, coordenador da Bionets.

A heterogeneidade é o problema número dois. Não há nenhum organismo internacional trabalhando na unificação de tecnologias tão diversas quanto carros e roupas inteligentes. Muitos dos dispositivos que ainda serão criados no futuro serão igualmente diversos.

A complexidade é outra questão e é esta a principal preocupação quando se trata de projetar e implantar um sistema na escala que se imagina terá a internet no futuro.

O dinamismo, a criação e destruição contínua de redes e serviços, será outra característica da Web2.

Copiando a natureza

O projeto Bionets vem estudando estas e outras questões há três anos e agora os pesquisadores acreditam ter chegado a uma conclusão de como começar a resolvê-los.

Como você desenvolve soluções para um problema em larga escala, heterogêneo, dinâmico e complexo? "Você olha para as soluções de problemas similares e aplica essas soluções para as suas próprias questões. Você pode ver esse tipo de organização complexa, dinâmica, heterogênea e em larga escala na natureza," explica Miorandi.

Os pesquisadores planejam copiar soluções do mundo natural, das táticas de evolução dos organismos ao funcionamento das moléculas de DNA, para resolver as questões científicas e de engenharia fundamentais para a criação da Web2.

Funcionamento autônomo

"Nós precisaremos introduzir propriedades autonômicas ao nível da rede e dos serviços, dos programas, dos protocolos e dos dispositivos, fazendo-os capazes de operar de forma confiável mas independente," diz Miorandi.

Ele cita o coração humano como exemplo. Nosso coração bate continuamente de forma segura e confiável e mantém-se vivo por décadas sem nenhum tipo de controle ou intervenção consciente. As redes que o projeto Bionets pretende criar deverão funcionar desta mesma forma.

Usando este enfoque, os pesquisadores já criaram protocolos de filtragem de informações, protocolos de disseminação de dados e protocolos de computação em nuvem que se agregam ou se destacam uns dos outros para atender a necessidades específicas.

De baixo para cima e de cima para baixo

Este é o enfoque chamado "de baixo para cima", onde os dispositivos ou, em última instância, os serviços, configuram a rede apropriada, no contexto apropriado, para garantir a conexão mais segura e robusta possível.

Esse enfoque é o contrário do atual "de cima para baixo," quando os dispositivos devem ser construídos para atender a exigências particulares de cada rede.

"Nós estamos certos de que seremos capazes de desenvolver soluções para o problema do dinamismo - da mudança rápida de dispositivos, contextos e situações - mas não resolvemos ainda completamente esta questão, embora tenhamos feito bons progressos nessa direção," diz Miorandi.

O projeto Bionets está em sua fase final. Contudo, para a construção da Web2, Miorandi assegura que novas equipes deverão se debruçar sobre as conclusões e trabalhos feitos até agora, porque a internet do futuro deverá levar em conta elementos e situações que sequer foram inventados.

O projeto Bionets será apresentando no Rio de Janeiro, durante o IEEE Infocom 2009, que acontecerá de 19 a 25 de Abril.







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