Eletrônica

Radiação de telefones celulares

Efeitos do celular sobre o cérebro

Estudos a respeito da absorção de radiação eletromagnética pelo corpo humano tornaram-se mais comuns com as preocupações advindas da disseminação mundial dos telefones celulares. Por ser utilizado muito próximo ao cérebro, as autoridades de saúde do mundo todo logo mostraram preocupação com seus efeitos. Apesar disso, os estudos até agora realizados não deram mostras de que deva haver uma preocupação ou uma ação mais contundente contra esses aparelhos.

Mas dois pesquisadores da Holanda não se convenceram dos métodos utilizados nestas medições. Todos os trabalhos que analisam a absorção da radiação eletromagnética pelo corpo humano, com o conseqüente aumento da temperatura resultante dessa absorção, foram feitos em escalas maiores do que 2 mm. Segundo os professores Van de Kamer e Lagendijk, estas escalas são adequadas para medições em grandes órgãos, como o cérebro, por exemplo, que é formado basicamente de um só tipo de tecido. Mas não são capazes de detectar influências em órgãos menores como os olhos e o ouvido interno, constituídos de substâncias tão diferentes quanto ossos, humor vítreo e músculos.

Líquido espinhal

A teoria dos dois professores foi simulada em um modelo de computador. No modelo, um telefone celular operando a 915 MHz foi colocado junto ao ouvido de um ser humano adulto. Foram monitoradas escalas de 2 mm, 1 mm e 0,4 mm. Para a escala de 2 mm, o resultado foi muito próximo ao dos estudos já feitos, resultando em um acréscimo de temperatura de cerca de 0,15 grau.

Mas os resultados foram diferentes para as outras escalas. Como os cientistas previam, embora os efeitos sobre o cérebro como um todo se apresentassem consistentes com as medições anteriores, o efeito variou em outras partes da cabeça. O que mais chamou a atenção foi a absorção significativamente maior apresentada pelo líquido espinhal ao redor do cérebro.

O trabalho prosseguirá agora no estabelecimento de modelos mais precisos para a análise da influência da radiação sobre cada um dos pequenos órgãos, sobretudo o ouvido interno. O trabalho dos dois pesquisadores mostrou que os métodos atualmente empregados não são adequados.





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