Energia

Nova tecnologia permite célula de combustível portátil

Nova tecnologia permite célula de combustível portátil

Uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, conseguiu reduzir drasticamente as dimensões e o peso de uma célula de combustível, alterando seu modo de funcionamento. O resultado é uma conjunto pequeno e portátil, que abre caminho para futuros desenvolvimentos de células de combustível para abastecimento de dispositivos eletrônicos portáteis, como câmeras e notebooks.

As células de combustível mais comuns até agora produzidas utilizam o hidrogênio como combustível e operam a altas temperaturas, exigindo pesadas estruturas de isolamento térmico. A maior parte de sua estrutura grande e pesada consiste de placas bipolares para a conexão entre as diversas células. Os pesquisadores da NASA eliminaram as placas bipolares, substituindo-as por uma estrutura de polo único, coladas junto às células, as quais são unidas por conexões elétricas normais.

Para demonstrar a viabilidade da célula de combustível portátil, os pesquisadores construíram uma unidade de 5 watts de potência. O protótipo usa a tecnologia monopolar e tem tamanho um pouco maior do que uma caixa de sapatos. Ela opera eficientemente a temperatura ambiente, sem necessidade de exaustor.

Uma célula de combustível opera sob o mesmo princípio de uma bateria, com a diferença de que ela pode ser continuamente carregada com novo combustível. No "escapamento" da célula saem dióxido de carbono e água, ou seja, não há emissão de poluentes tóxicos.

A grande vantagem das células de combustível em relação às baterias recarregáveis é que elas podem operar por longos períodos sem interrupção ou paradas para recarregamento. Basta abastecê-las com combustível, metanol líquido no caso do experimento apresentado pela NASA. Pesquisas no Brasil tentam construir células de combustível que operam com etanol, o nosso álcool combustível.





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