Energia

Aberta consulta pública sobre programa de células a combustivel

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) está colocando sob consulta pública - até o dia dois de agosto - o texto básico referente ao "Programa Brasileiro de Sistemas de Células a Combustível". De acordo com informações do grupo técnico envolvido no trabalho, a previsão é de que o programa seja implementado pelo MCT, oficialmente, até meados de agosto.

Com a divulgação, o texto básico (que é resultado de estudos realizados por profissionais de várias instituições desde o ano passado, com o apoio de consultores internacionais), está aberto a sugestões dos mais variados setores. "Nossa intenção é fazer um chamamento para que a comunidade científica se pronuncie sobre o assunto, já que consiste numa nova fronteira tecnológica a ser implementada no Brasil fortalecendo nossa característica no campo das energias renováveis", afirmou o assessor da Secretaria de Política Tecnológica e Empresarial do ministério, Fredy Sudbrack.

Considerada a mais moderna forma de se produzir a chamada "energia limpa", o sistema de células a combustível é um artefato que poderá utilizar combustíveis tais como hidrogênio, etanol, gás natural, metanol e outros produtos químicos. Alguns desses combustíveis podem ser utilizados de forma direta, enquanto outros deverão ser transformados em hidrogênio previamente. A célula é capaz de recombiná-los com oxigênio, produzindo energia elétrica (com grande eficiência), calor (que pode ser utilizado em outros processos) e água (não poluente).

Por conta disso, a minuta do programa se propõe a apresentar subsídios para questões referentes a procedimentos sobre propriedade intelectual, ética e de segurança dos experimentos a serem realizados neste campo. As sugestões serão analisadas visando sua incorporação ao documento e consolidadas até a segunda quinzena de agosto.

Um dos motivos principais de ser estimulada essa articulação entre toda a comunidade empresarial e científica por parte do ministério é resultado de estudo recente encomendado pelo MCT ao Centro de Gestão e Estudos Estratégicos - CGEE. Neste estudo, ao realizar um levantamento das competências no Brasil no campo de pesquisas e atuação empresarial, o CGEE constatou que a construção e operação de células a combustível no País é possível e terá maior eficiência e velocidade com a atuação conjunta das empresas em estreita colaboração com a academia.

Segundo o secretário de Política Tecnológica e Empresarial do MCT, Maurício Mendonça, foi a partir dessa conclusão que o ministério iniciou a elaboração de um programa nacional.

O volume total de investimentos para o programa ainda não está definido, mas a previsão é de que sejam aplicados recursos, de forma continuada, desde o seu lançamento até o ano 2012. O secretário contou, inclusive, que já estão sendo financiados vários projetos envolvendo estudos com célula a combustível por algumas universidades e centros de pesquisa que superam compromissos da ordem de R$ 20 milhões.

Tais projetos, envolvem a participação dos Fundos Setoriais de Energia e de Petróleo, além do Fundo Verde-Amarelo e das agências de fomento tecnológico existentes no Brasil.

www.mct.gov.br/Temas/Desenv/cel_comb2.htm





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