Energia

Novo cabo garante eficiência na transmissão de energia

O Oak Ridge National Laboratory (Estados Unidos) e a 3M estão otimistas com os resultados de seu projeto conjunto buscando tornar a transmissão de eletricidade mais segura e mais eficiente.

Os pesquisadores estão desenvolvendo um novo condutor para linhas de transmissão convencionais que promete resolver os problemas de interrupções no fornecimento de energia causadas por linhas interrompidas. As linhas podem ser interrompidas pelo calor ou por picos de corrente, que fazem com que os cabos se rompam. O novo condutor também evitará os altos custos e os danos ambientais de se construir novas torres.

"O novo condutor com alma de compósito, da 3M, pode incrementar a capacidade de carga da linha de transmissão a um custo mínimo e sem impacto ambiental," disse John Stovall, chefe dos pesquisadores do ORNL. "Sua vantagem é a utilização das estruturas atuais para ampliar a capacidade de transmissão sem o custo de uma nova linha de transmissão."

O projeto utiliza as fibras de cerâmica Nextel 650, incorporadas em uma matriz de alumínio, para construir um fio compósito que não estica muito quando aquecido. Um melhoramento adicional nos novos cabos é a adição de zircônia, que torna o alumínio mais resistente à deformação a altas temperaturas. A matriz de alumínio também ajuda a prevenir oxidação no cabo.

"A capacidade do novo cabo em lidar com temperaturas mais altas irá permitir que mais corrente seja transmitida," disse Stovall.

Os pesquisadores do ORNL irão testar os novos condutores em diâmetros pequeno, médio e grande sucessivamente, em um teste de campo. Os testes irão avaliar o desempenho total do cabo para checar previsões de modelos computacionais, analisando dados de tensão e ruptura, curvatura e ponto de quebra, além de testar vários acessórios que conectam os cabos às torres. Em outro teste de campo, o novo condutor será testado para verificação de sua resistência a ventos e gelo.

Cada um dos testes é feito em períodos entre cinco e seis meses. Os pesquisadores esperam submeter cada cabo a até 500 ciclos de variação térmica, elevando a carga e retornando-a ao normal. Isto equivale a 30 anos de funcionamento para cabos em operação normal.





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