Meio ambiente

Rejeitos plásticos podem ser fonte de carbono na produção de aço

Uma descoberta feita por uma engenheira da Universidade New South Wales, Austrália, poderá ter um impacto enorme sobre indústria siderúrgica, principalmente no aspecto ambiental: ao invés de utilizar carvão como fonte de carbono para a fabricação de aço, a indústria poderá passar a utilizar plásticos de embalagens descartadas.

As experiências da Dra. Veena Sahajwalla mostram como utilizar garrafas PET, sacos plásticos de supermercados - enfim, qualquer material feito de polietileno - como fonte de carbono, em substituição ao carvão, no processo de fabricação do ferro e do aço.

"Plástico é apenas outra forma de carbono," diz ela. "Quando o carbono é utilizado para se fabricar ferro ou aço, não há diferença essencial entre o polietileno e fontes naturais, como o carvão."

A nova técnica de produção de aço também tira vantagem do fato de que o polietileno tem cerca de 15% de hidrogênio em sua composição, uma fonte de energia adicional para as fornalhas que derretem o mineral. Os restantes 85% são carbono puro, mais ou menos a mesma quantidade de carbono contido no carvão utilizado na metalurgia.

A Dra. Sahajwalla agora planeja estudar com detalhes eventuais problemas de poluição criados pelo novo processo. Mas ela está entusiasmada: "O polietileno tem muito menos impurezas do que o carvão, como enxofre e óxidos, logo deverá haver muito menos problemas residuais com sua queima."

Além disso, a produção do aço se dá a cerca de 1.500º C, bem acima da temperatura de operação dos incineradores algumas vezes utilizados para destruir os rejeitos plásticos, que operam ao redor de 1.000º C. Destaforma, o plástico deverá ser queimado muito mais completamente, liberando menos gases na atmosfera.





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