Nanotecnologia

Chip DNA abre novas possibilidades em testes genéticos

Chip DNA abre novas possibilidades em testes genéticos

A empresa japonesa Toshiba Corporation anunciou o desenvolvimento de um novo "chip DNA", um microlaboratório eletroquímico de alta sensibilidade, capaz de detectar moléculas de DNA em baixas concentrações.

Um chip DNA é um minúsculo aparelho com sensores capazes de detectar moléculas DNA na amostra que estiver sendo analisada. Espera-se que esses microlaboratórios possam permitir avanços na detecção de genes, na análise laboratorial e no monitoramento da saúde de pessoas que possuam predisposição para alguma doença.

O novo chip DNA integra seus sensores com circuitos CMOS tradicionais, os mesmos presentes nos microprocessadores comuns, utilizados em computadores e na maioria dos aparelhos eletrônicos.

Os chips DNA atuais incorporam eletrodos como sensores para detectar o DNA na forma de uma corrente eletroquímica que é transmitida para um analisador de genes automático. Quando a concentração de DNA na amostra é baixa, a corrente detectada é muito fraca, estando sujeita a interferências quando transmitida para o analisador, o que resulta numa análise incompleta. Como conseqüência, os chips atuais exigem a amplificação do DNA até níveis que atendam à sua capacidade de funcionamento.

O novo chip da Toshiba integra um circuito CMOS detector de sinais com cada sensor. Esta estrutura minimiza a perda de sinal causada por ruídos e interferências externas, mesmo quando o sinal detectado é fraco.

O circuito CMOS também faz uma amplificação do sinal antes de sua transmissão, que é o ponto da operação mais sujeito à interferência. Como todo o circuito é construído diretamente no substrato do chip, o tamanho total do componente diminuiu significativamente.

Diminuiu também o número de terminais de saída do chip, graças à colocação do circuito seletor diretamente no chip e não mais no analisador.





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