Nanotecnologia

A empresa japonesa Panasonic anunciou o desenvolvimento de um protótipo de biosensor multitarefa que consegue detectar a presença de marcadores de várias doenças a partir de uma única gota de sangue.

O novo biosensor mede os níveis de certas proteínas e outras pequenas moléculas que agem como indicadores da presença de várias doenças e infecções.

Embora ainda seja apenas um protótipo, o equipamento é compacto o bastante para se vislumbrar um equipamento pronto que seja totalmente portátil. Ele dá os resultados em cerca de 20 minutos.

O biosensor propriamente dito é um microlaboratório ("microarray"), uma espécie de chip contendo inúmeros canais e produzido com as mesmas tecnologias com que são feitos os microprocessadores de computador.

O chip biosensor mede 6 cm x 6 cm e foi projetado com técnicas em nano-escala, o que permite que uma única gota de sangue seja distribuída entre os diversos canais, para que os testes sejam feitos na ordem desejada.

Quando submetido a alta rotação, a amostra de sangue flui através dos micro-canais, cada um medindo 200 micrômetros de largura por 100 micrômetros de profundidade, com uma rugosidade abaixo dos 30 nanômetros.

Esse processamento - chamado microfluídica - baseia-se no comportamento de um líquido, cuja viscosidade aparente aumenta à medida em que o canal por onde ele se insere fica mais estreito, o que dificulta seu movimento. Com isto, alterando-se a velocidade de rotação do chip, é possível controlar-se o fluxo do líquido com enorme precisão.

Segundo a empresa, o biochip atinge uma eficiência mais de 1.000 vezes superior à eletroforese, o método hoje utilizado, que requer grandes equipamentos e, no mínimo, 5 ml de sangue.





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