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Mecânica

Navio de contâineres movido a hidrogênio fará viagens na metade do tempo

Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/03/2007

Navio de contâineres movido a hidrogênio fará viagens na metade do tempo

Navio a hidrogênio

Você já deve ter ouvido falar da economia do hidrogênio, das células a combustível e de carros movidos a hidrogênio.

Mas será que você já ouviu falar de um navio carregador de contâineres movido a hidrogênio e que ainda seja super veloz, um verdadeiro cargueiro expresso?

Pois esta é a idéia de um grupo de engenheiros ingleses, que acredita ter encontrado a solução para as demoradas viagens dos navios cargueiros. Eles não pretendem substituir os atuais gigantescos transatlânticos, mas querem criar uma alternativa para as empresas que precisam enviar seus produtos para o outro lado do mundo de uma forma muito mais rápida do que atualmente.

Cargueiros de contâineres

Os navios cargueiros atuais são verdadeiros mastodontes marinhos, medindo 335 metros de comprimento e carregando 8.500 contâineres a uma velocidade máxima de 46 km/h (25 nós). E, no mundo do transporte marítimo, maior tem sido sempre sinônimo de melhor.

Mas a idéia dos engenheiros Ivo Veldhuis e Howard Stone, da Universidade de Southampton, é reduzir o tamanho desses navios de contâineres para apenas 175 metros, construindo-os com uma capacidade para 600 contâineres - ou 600 TEU, a unidade utilizada no transporte marítimo. TEU, significa "Tweenty-foot Equivalent Unit", ou unidade equivalente a vinte pés, a capacidade dos contâineres-padrão.

Qual a vantagem? A vantagem é que esses navios poderiam cruzar os mares à incrível velocidade de 120 km/h (65 nós). A quantidade de viagens feitas entre os congestionados portos do mundo inteiro poderia ser mais do que duplicada, sem contar com sua característica de "entrega expressa", feita em um tempo hoje inalcançável por via marítima, e sem os elevados custos do transporte aéreo.

Turbinas a hidrogênio

O Hydrogen Oceanjet 600, como foi batizado o novo navio, que ainda está em fase de projeto, deverá ser alimentado exclusivamente por hidrogênio líquido e ter como propulsores quatro gigantescas turbinas, iguais às utilizadas nos Boeing 747.

Cada uma dessas turbinas tem uma capacidade de 49,2 megawatts de potência quando alimentadas por hidrogênio. Para transformar essa potência de propulsão em impulso para a frente, o Oceanjet 600 não utilizará hélices, mas jatos de água, que possuem uma maior eficiência em altas velocidades.

A força das turbinas é tão grande que elas permitirão a construção de quadro jatos de água, cada um com 2,5 metros de diâmetro. O sistema de jatos faz com que a água gire em seu interior, permitindo um elevado nível de controle na direção do navio.

Para evitar a resistência das ondas, o Oceanjet foi projetado como um catamarã, com cascos finos conhecidos como semi-SWATH ("Small Water plane Area Twin Hull").

Sistema de combustível

Não foi à toa que os engenheiros escolheram o hidrogênio como combustível. "Se você quisesse manter essa velocidade por um longo tempo, utilizando óleo diesel, você teria que carregar cerca de 3.000 toneladas - este é o mesmo peso da carga do navio," explica Ivo.

Hidrogênio líquido é muito mais leve e mais eficiente. Ele libera muito mais energia por quilograma do que os combustíveis convencionais. Para não desperdiçar nada, os engenheiros projetaram um sistema de combustível que funciona tanto com hidrogênio líquido quanto gasoso.

Cada turbina exigirá 0,86 kg de hidrogênio líquido por segundo para manter a velocidade do navio em 120 km/h. Isto representa 176 m³ de hidrogênio por hora.

Para viajar entre os portos de Yokohama, no Japão, e Los Angeles, nos Estados Unidos, uma distância de 18.500 km, o Oceanjet precisará de 14.500 m³ de capacidade em seus tanques de combustível. Serão 10 tanques separados, mas interconectados, com uma capacidade de 1.000 toneladas de hidrogênio líquido.






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