Nanotecnologia

Brasil terá rede de Nanobiotecnologia

O que existe dentro de cada célula? Como esse material pode ser utilizado pela indústria para gerar novos produtos e conhecimentos? Essas e outras questões deram origem à Rede de Pesquisa em Nanobiotecnologia, um conjunto de instituições envolvidas num grande projeto para desvendar os mistérios de partículas tão pequenas quanto decisivas para se entender a "arquitetura" da matéria. Como integrar todo esse trabalho de prospecção científica e torná-lo mais ágil foi o tema do encontro "Prospecção em Nanobiotecnologia", que aconteceu na sede de Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em Brasília.

Segundo o secretário-técnico do Fundo Verde-Amarelo, Antônio Márcio Buainain, que organizou o debate, o objetivo do encontro foi reunir todos os agentes envolvidos na rede, concentrar esforços e recursos capazes de agilizar o processo e incentivar a participação da iniciativa privada nos investimentos. Participaram do encontro representantes de universidades, o coordenador da Rede, José Maciel Rodrigues Júnior, técnicos da Embrapa e da Fundação Biominas, que promove incubação de novas empresas de base tecnológica.

A rede de nanobiotecnologia pretende investir na aplicação comercial dos produtos desenvolvidos a partir das pesquisas no setor. Segundo Maciel, as novas técnicas podem ser utilizadas, pela indústria farmacêutica por exemplo, no desenvolvimento de novos medicamentos que previnam e combatam doenças tropicais, no tratamento de câncer ou, ainda, na descoberta de dados genéticos. A indústria química pode utilizar as pesquisas para desenvolver novos fluidos magnéticos ou embalagens biodegradáveis.

Maciel considera essencial a participação de empresas privadas, seja na forma de consórcios ou investimentos diretos, ou mesmo a criação de empresas de base tecnológica para que a articulação da rede integrada com a produção tenha êxito.

"A nanobiotecnologia tem uma importância científica crucial para o nosso tempo e faz parte dos investimentos que o Brasil não pode deixar de fazer", comentou o presidente do CGEE, Evando Mirra. Ele acrescentou que, num conceito mais amplo, pensar em nanobiotecnologia significa pensar "na prospecção científica e tecnológica".







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