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Cooperação em energia nuclear

O Ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, assinou em Washington um Acordo de cooperação em energia nuclear com o Secretário de Energia dos Estados Unidos, Spencer Abraham.

No acordo, dois itens podem ser destacados: o desenvolvimento de conceitos avançados e descobertas científicas na fissão nuclear e na tecnologia de reatores para superar os principais obstáculos técnicos, sociais e econômicos com vistas ao uso pacífico da energia nuclear de forma mais ampla, e promover e manter a infra-estrutura de engenharia e ciências nucleares nos respectivos países para sustentar o desenvolvimento e uso da energia nuclear.

"Esse Acordo constitui marco importante para o aprofundamento da cooperação entre os dois países no campo da pesquisa e desenvolvimento em áreas avançadas da fissão nuclear e da tecnologia de reatores para superar os principais obstáculos técnicos ao aproveitamento socioeconômico do uso pacífico da energia nuclear", observou o ministro Roberto Amaral.

O Acordo prevê também a designação de coordenadores nacionais, em cada país, com o encargo de organizar a preparação de projetos conjuntos de pesquisa, com base em avaliações quanto ao mérito científico, qualificação dos pesquisadores e contribuição para o avanço de tecnologias nucleares que promovam o aperfeiçoamento de programas de geração de energia, entre outros com fins pacíficos, enquanto, ao mesmo tempo, aumentam a segurança e a resistência contra a proliferação de sistemas nucleares de geração de forma geral. Do lado brasileiro, o papel de coordenação da cooperação deverá caber à Comissão Nacional de Energia Nuclear, que constitui órgão do sistema do Ministério da Ciência e Tecnologia.

A assinatura do acordo possui relação com a Iniciativa Internacional de Pesquisa Nuclear promovida pelo Governo dos Estados Unidos, a qual prevê um componente de cooperação com terceiros países que realizam pesquisa nuclear, inclusive países em desenvolvimento.

O Acordo propicia renovado impulso à cooperação brasileiro-estadunidense em pesquisa nuclear, tendo por base uma percepção compartilhada quanto à importância de levar adiante o avanço das respectivas capacitações em área de geração de energia de relevância crescente no futuro e, na qual, é fundamental ampliar o grau de segurança, de confiabilidade civil, de não-proliferação e de eficácia dos sistemas em uso. Trata-se também de um esforço importante para a promoção de formas de geração de energia menos poluentes e ambientalmente seguras.







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