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Estado do Paraná terá programa de cooperação em inovação tecnológica

Instituições paranaenses que atuam na área de ciência, tecnologia e inovação reuniram-se nesta segunda-feira (22), no Instituto de Tecnologia do Paraná - Tecpar para traçar as primeiras linhas de um programa inédito no Estado, que tem como objetivo construir uma política pública de médio e longo prazo para o setor.

O Programa Paranaense de Cooperação em Inovação (PPCI), apresentado pelo secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, terá a participação das universidades estaduais. "Vamos reunir as instituições em redes temáticas de cooperação, facilitando a solução de problemas comuns e viabilizando oportunidades que isoladamente não seriam possíveis", disse Rizzi. O programa deverá ser lançado oficialmente no início de abril.

O programa será constituído de um comitê gestor, coordenado pela Secretaria, que apresentará um mapeamento e um diagnóstico das ações e áreas de excelência em ciência, tecnologia e inovação. Segundo o secretário, esse trabalho é necessário para evitar duplicação de esforços e também uma forma de captar recursos junto a fundos federais e internacionais.

"O programa visa ainda o desenvolvimento de uma cultura associativa e cooperativa", afirma Rizzi. Representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior também participarão das discussões com o comitê gestor do PPCI sobre estratégias de longo prazo para o país, "que não podem estar descoladas das necessidades regionais", conforme o secretário.

"O Paraná possui um grande estoque de diagnósticos e pesquisas, mas esse acervo está disperso", afirmou o diretor presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek, que participa do comitê gestor do PPCI. Para o presidente da FAEP, Ágide Meneghette, "se o Estado não levar o conhecimento acumulado até a pequena propriedade esta nunca terá condições de competir com outras regiões mais desenvolvidas".

Para o coordenador do Parque Tecnológico de Itaipu, Juan Carlos Sotuyo, "os projetos de pesquisa existentes no Estado são como uma piscina, estão no fundo, é preciso esvaziar essa piscina, mostrar todo esse potencial". Na opinião do reitor da UFPR, Carlos Moreira Junior, a cooperação articulada deverá resolver problemas dessa ordem. Ele deu como exemplo uma parceria realizada entre a Universidade Federal do Paraná e a FIEP, que resultou no aumento de produtividade da cultura da cana-de-açúcar no Noroeste do Estado.

Também participaram da primeira reunião do PPCI o Cefet-pr, o Simepar, o Lactec, o Iapar, a Embrapa, o Ipardes , a Fundação Araucária e os reitores da UEM, UEPG, Unioeste, Unicentro e a representante da UEL.


Regina Rocha





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