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Robótica

Robô Enfermeiro estréia em hospital

Redação do Site Inovação Tecnológica - 13/08/2003

Robô Enfermeiro estréia em hospital

Ele não se parece com uma enfermeira; na verdade, nem mesmo lembra uma pessoa, apesar de que uma tela de computador como rosto e uma câmera de vídeo como olho possa dar-lhe um certo ar de sabedoria. Ainda assim, o robô enfermeiro (veja reportagem sobre seu lançamento) acaba de estrear no Hospital Johns Hopkins (Estados Unidos), com a promessa de estreitar os laços entre médicos e pacientes.

Embora o robô enfermeiro ainda não se aproxime do C3PO, de Guerra nas Estrelas, ele tem algo que poderá significar o seu sucesso junto aos pacientes: ele ouve. Claro que não se trata de nada além de um microfone fazendo as vezes de ouvido. Mas o som da voz do paciente chegará ao médico, que fará um atendimento em tempo real. O rosto do médico será visto ao vivo pelo paciente por meio do monitor, que é a cabeça do robô, e a voz sairá pelo sistema de alto-falantes. Esta é a versão real de uma nova tecnologia conhecida como telepresença. Os médicos esperam ampliar o atendimento a todos os pacientes, sem necessidade de se deslocarem até eles, aumentando o conforto e a confiança dos doentes. E o médico poderá estar em qualquer lugar do mundo.

O Dr. Louis Kavoussi, um dos pioneiros em cirurgia robotizada, afirma que está impressionado com a grande receptividade que o robô está tendo entre os pacientes. "Qualquer tecnologia que facilite a comunicação entre o paciente e o médico é bem-vinda para ambos," afirma ele.

Segundo a InTouch Health, fabricante do robô, que foi batizado de Companion (acompanhante), ele se parece como um vídeo-game ultrarealístico, contando inclusive com um joystick para movimentação. Olhando para o terminal do computador, o médico vê o que o robô vê e ouve o que o robô ouve. Do outro lado, os pacientes podem ver e falar com o médico. Todo esse aparato é conectado à Internet por meio de conexão em banda larga e sem fio. "Muitos hospitais e asilos não possuem os recursos para manter uma equipe de todas as especialidades médicas necessárias," afirma Kavoussi. "O robô tem o potencial de preencher esse vácuo, habilitando especialistas médicos localizados em outros pontos, para 'virtualmente' consultarem com acompanhantes, pacientes, residentes e membros da família, quando e onde for necessário."

O Dr. Robô já está cuidando de 20 pacientes. Embora os médicos não esperem que ele venha a substituir inteiramente a presença humana, a freqüência das visitas do médico poderá ser aumentada, algumas feitas pessoalmente, outras através do robô.

A empresa espera que o Companion possa um dia servir também em locais onde é inviável a presença do médico, como em plataformas de exploração de petróleo, locais de desastres naturais e mesmo em operações militares.







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