Energia

Mini-célula de combustível poderá substituir baterias recarregáveis

Pesquisadores do Lawrence Livermore National Laboratory desenvolveram e demonstraram um protótipo de uma célula de combustível miniaturizada, que poderá fornecer energia para uma extensa gama de produtos eletrônicos portáteis. Com uma célula como esta, um telefone celular poderia operar três vezes mais do que com as atuais baterias.

A célula de combustível miniatura baseia-se em um finíssimo filme gerador de energia e em componentes processadores do combustível, tudo integrado em um único invólucro. Utilizando combustível líquido de fácil armazenamento, como o metanol, o módulo gerador de energia provê uma capacidade de geração de energia mais do que três vezes maior do que a atualmente fornecida por baterias recarregáveis. Além da maior carga disponível, a célula de combustível ainda poderá vencer as atuais baterias recarregáveis nos aspectos custo e tamanho.

Segundo Jeff Morse, do LLNL, "adicionalmente, a alta capacidade de energia desta célula poderá levar a uma nova classe de produtos eletrônicos pessoais, como sensores autônomos e dispositivos que não são atualmente viáveis com as baterias disponíveis. Isto irá facilitar a integração de voz, dados e computação de uma forma que não pode ser alcançada com as tecnologias atuais".

A construção da mini-célula de combustível combina processos de microcircuitos, componentes microfluídicos, além de tecnologia MEMS ("micro-electrical-mechanical systems "). Quando em produção, as mini-células deverão ter 30% do peso, tamanho e volume das atuais baterias de lítio, além de poderem ser até 50% mais baratas.

Mas a grande vantagem para os consumidores deverá ser o fim dos longos períodos de recarregamento das baterias de telefones e computadores portáteis. Ao invés de ficar plugada por horas a fio na tomada, a mini-célula de combustível necessitará apenas de uma nova carga de metanol para continuar a operar normalmente.

O Lawrence Livermore National Laboratory pertence ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, e funciona na Universidade da Califórnia.





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