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AEB prepara lançamento do segundo nanossatélite brasileiro

A Agência Espacial Brasileira (AEB) está negociando com uma companhia norte-americana o lançamento do segundo nanossatélite brasileiro.

A ideia é que o Itasat-1 seja lançado no segundo semestre de 2014 a bordo do foguete Falcon-9 da empresa SpaceX.

Após ser readequado sob coordenação da AEB, o Itasat-1 teve agregado experimentos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI), do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), das universidades do Vale dos Sinos (Unisinos), Federal do Rio Grande do Nortre (UFRN) e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

Entre os novos experimentos estão um GPS Orion e uma placa microcontrolada com sensores de radiação ionizante, que terá seus dados processados em conjunto com o laboratório de estudos do clima espacial (Embrace) no INPE.

A conclusão da integração do modelo de engenharia e realização de testes funcionais está prevista para até o fim de dezembro próximo.

A integração do modelo de voo, com testes de aceitação funcionais e de requisitos de lançamento a cargo do Laboratório de Integração e Testes (LIT), no INPE, serão realizados entre janeiro e abril de 2015.

Itasat-1

O ITASAT-1 é um satélite experimental científico com cinco funções principais (cargas úteis) e vida útil de um ano.

Nesse período, o equipamento deverá testar em órbita: o transponder de coleta de dados (DCS) desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com o Centro Regional do Nordeste (CRN); o GPS Orion, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com o IAE; a placa de sensores para medidas de caracterização do campo magnético terrestre, desenvolvida pela Universidade de Santa Maria (RS); o funcionamento de uma câmera fotográfica para satélites de pequeno porte, utilizada em missões estratégicas; e um experimento de comunicação e transferência de dados com a comunidade de radioamador.

Para atender aos objetivos da missão, a plataforma conta com os seguintes subsistemas: estrutura, painéis solares, unidade de condicionamento e distribuição, computador de supervisão de bordo, interfaces de expansão, GPS, computador de controle de atitude, sensores solares e magnéticos, atuadores, sistema de telemetria, rastreamento e comando (TT&C).

Nanosatc-Br1

O primeiro nanossatélite brasileiro, o Nanosatc-Br1, está há quase meses em órbita.

O cubesat está operacional e transmitindo dados para estações localizadas em Santa Maria (RS) e São José dos Campos (SP).

A bordo estão instrumentos para o estudo de distúrbios na magnetosfera, principalmente na região da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, e do setor brasileiro do Eletrojato Equatorial Ionosférico.





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