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Agência Internacional diz que energia nuclear terá que mudar

Uso e segurança

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, disse hoje que a abordagem sobre o uso e a segurança da energia nuclear deve sofrer alterações, depois dos acidentes registrados no Japão, na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi.

O assunto é tema da reunião para discutir a Convenção sobre Segurança Nuclear, que começou nesta segunda-feira e vai até o dia 14, em Viena, na Áustria.

"Não podemos voltar a uma abordagem rotineira", afirmou Amano. O diretor-geral afirmou que, depois dos episódios no Japão, o comportamento do mundo mudou e as pessoas passaram a ter medo da contaminação por radiação.

Convenção sobre Segurança Nuclear

Depois do terremoto seguido por um tsunami, no nordeste do Japão, foram feitas várias operações na tentativa de conter as explosões e vazamentos nucleares registrados em Fukushima Daiichi.

Porém, a empresa que administra a usina reconheceu que está com dificuldades para controlar o vazamento de água contaminada por radiação que segue em direção ao mar.

A Convenção sobre Segurança Nuclear, que foi ratificada por 72 países e entrou em vigor em outubro de 1996, tem o objetivo de melhorar a segurança na exploração dos reatores eletronucleares.

A cada três anos, os peritos se reúnem para analisar os relatórios enviados por todos os que ratificaram o documento.

A convenção é um instrumento de incentivo e não estabelece a obrigação de adesão. Os acidentes no Japão foram relembrados hoje durante as discussões, quando a AIEA mostrou relatórios informando sobre as danificações registradas nos reatores, o vazamento de água contaminada e as ameaças de explosões.

Contaminações

A agência informou ainda que há relatos de amostras com as presenças de iodo 131, césio 134 e césio 137, mas que as autoridades afirmaram que os percentuais estavam abaixo do considerado arriscado. No entanto, houve registros de contaminação em vegetais marinhos, frutas, peixes, leite e verduras da região.

As cidades que estão em alerta são Chiba, Fukushima, Gunma, Ibaraki, Kanagawa, Quioto, Niigata, Saitama, Shizuoka, Tchigi, Tochigi e Tóquio. Por segurança, a área localizada no raio de 20 quilômetros ao redor de Fukushima Daiichi foi esvaziada.

Para acompanhar os trabalhos dos especialistas no Japão, a AIEA enviou dois peritos em tecnologia.

As informações são da AIEA e da agência pública de notícias de Portugal, a Lusa.





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