Mecânica

Conheça os balões que ajudarão na segurança das Olimpíadas

Com informações da Agência Fapesp - 05/04/2016

Balões ajudarão na segurança das Olimpíadas
[Imagem: Bruno Avena]

Aeróstatos

Um conjunto de câmeras e equipamentos de comunicação embarcados em balões ajudará a Polícia Militar e a Guarda Municipal do Rio de Janeiro na segurança dos Jogos Olímpicos 2016, em agosto, na capital fluminense.

"Trata-se de aeróstatos (plataformas mais leves do que o ar) cativos, que atendem a requisitos de estabilidade e com múltiplas aplicações, podendo embarcar uma série de missões, incluindo equipamentos de radiocomunicações, câmeras e radares.

"De posse dessa tecnologia, é possível, por exemplo, prover sensoriamento estratégico para o país em áreas de fronteira, como na Amazônia, e links de comunicação para regiões remotas, universalizando a banda larga, entre muitas outras soluções", explicou Bruno Avena de Azevedo, que desenvolveu a tecnologia dos balões com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Balões nas Olimpíadas

Os balões ficam presos ao solo por meio de um cabo e funcionam como uma espécie de torre flexível, içando equipamentos diversos a até 300 metros de altura de forma rápida e com custo reduzido.

No caso dos aeróstatos desenvolvidos para as Olimpíadas, um conjunto de quatro balões com câmeras observará uma área de 4 km de raio ininterruptamente a 200 metros de altitude, com visão de 360°.

Os balões, com 6 metros de diâmetro, usam o gás hélio. Os equipamentos são sustentados em uma gôndola, estrutura presa ao invólucro e que suporta os equipamentos de fornecimento de energia, de interface de dados e de monitoramento.

Um cabo com a função primária de resistência mecânica, prendendo o balão ao solo e evitando que ele voe sem direção, fará o transporte dos dados coletados e da energia elétrica, sua função secundária. Abaixo, um guincho iça e recolhe o cabo por meio de comandos remotos.

"Essa inovação em nível mundial só foi possível graças ao esforço de pesquisa por trás da tecnologia, que garantiu a viabilidade da sua aplicação sem desconsiderar a segurança do espaço aéreo, respeitando-se a legislação brasileira para o uso de aeróstatos, e dos sistemas embarcados, que foram exaustivamente estudados quanto a sua adequação à plataforma", afirmou.





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