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Brasil e Argentina farão satélite para monitorar oceanos

A Agência Espacial Brasileira (AEB/MCT) e a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (Conae), da Argentina, desenvolverão, em conjunto, o satélite Sabia-Mar, destinado à observação global dos oceanos e ao monitoramento do Atlântico nas proximidades do Brasil e da Argentina.

Sul-Sul

Com o Sabia-Mar será possível observar a cor dos oceanos, monitorar a exploração petrolífera, gerenciar as zonas costeiras e contribuir com a atividade pesqueira, entre outras aplicações.

A iniciativa conjunta foi aprovada na última reunião do Conselho Superior da AEB. Caberá ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) atuar como órgão executor do projeto.

Para o presidente da AEB, Carlos Ganem, trata-se de uma iniciativa conjunta entre dois países e ambas as agências espaciais que reafirmam um modelo de cooperação sul-sul. "Isto já foi muito bem demonstrado na experiência da Plataforma Multimissão (PMM) e seu controle de atitude, solucionado pela empresa argentina Invap. O modelo Brasil-Argentina é um exemplo de desenvolvimento tecnológico espacial para países entrantes", diz.

Sabia-Mar

O projeto Sabia-Mar está em plena consonância com os objetivos fixados pela comunidade científica internacional, e, mais especificamente, com aqueles estabelecidos pelo Comitê de Satélites de Observação da Terra (Ceos, na sigla em inglês) para a constelação de satélites de observação da cor dos oceanos.

O financiamento para a fase inicial de estudos da ordem de US$ 2,5 milhões, pela parte brasileira, com duração prevista de nove meses, foi anunciado em conjunto no encontro entre os vice-chanceleres dos dois países e os gestores de projetos, no âmbito do Mecanismo de Integração e Coordenação Brasil-Argentina (Micba).

No encontro, representantes de ambos os países informaram que são muito boas as perspectivas de obtenção do financiamento da missão completa do satélite.

Nova plataforma

De acordo com o estabelecido entre AEB, Inpe e Conae, os estudos para o desenvolvimento do Sabia-Mar devem buscar a otimização de sua carga útil (câmera de imageamento) visando à complementaridade com as missões ópticas existentes e previstas no Brasil e na Argentina (satélites Amazônia-1, Cbers-3 e 4, SAC-D/Aquarius).

Considerando as capacidades industriais e tecnológicas de ambos os países, serão propostas alternativas de implementação e de divisão de tarefas que incluam tanto a carga útil quanto a plataforma.

Os estudos que compõem a fase A da missão levarão em conta também a opção de desenvolvimento conjunto de uma nova plataforma que contemple as necessidades do Sabia-Mar e de missões futuras entre ambos os países.





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