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O Brasil precisa mesmo explorar o gás de xisto?

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, criticou a exploração de gás de xisto como estratégia para reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa.

"Eu acho isso [exploração de gás de xisto para essa finalidade] insuficiente", disse a ministra. "De fato, não está dando grande mudança e, por outro lado, trabalha-se com tecnologias que podem implicar danos ambientais muito graves."

Izabella ressaltou que os países interessados precisam conhecer as técnicas disponíveis e que não é tradição brasileira adotar a tecnologia de fraturamento de rochas, necessária nesse tipo de atividade.

"Continuo trabalhado para que possamos ampliar a matriz energética brasileira do ponto de vista renovável", ressaltou a ministra.

Ela alertou que é preciso evitar situações em que o Brasil seja exposto, em função de tecnologias não adequadas ambientalmente, à contaminação de lençóis freáticos.

A ministra reuniu-se com representantes do Instituto Brasileiro de Petróleo e de todas as empresas envolvidas na pesquisa.

Segundo ela, está sendo criado no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) um grupo de especialistas para colocar à disposição caminhos de capacitação, qualificação e acesso à informação.

O grupo também será responsável pela preparação dos ritos de tramitação de licenciamento ambiental que serão usados no caso de o Brasil, em algum momento, optar pela exploração comercial do gás de xisto.

Gás de folhelho

Embora seja uma usada de forma corrente, gás de xisto é uma denominação incorreta para o gás de folhelho.

O xisto é é uma rocha metamórfica que sofreu grandes transformações geológicas, não dando origem a gases.

Já o folhelho, é uma rocha sedimentar, cujo grande volume de matéria orgânica dá origem ao gás

O gás de folhelho é um dos três tipos de gases não-convencionais cuja ocorrência não está associada a bolsões de gás nas camadas de petróleo.

O fraturamento hidráulico (fracking, em inglês), citado pela ministra, é uma técnica controversa, proibida em vários países, devido ao risco da geração de terremotos.





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