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Brasil investirá R$ 15 milhões em projetos de pesquisa na Antártica

Proantar

O Programa Antártico Brasileiro (Proantar), que realiza pesquisas científicas sobre fenômenos antárticos que provocam impactos climáticos no país e no mundo, receberá investimentos do governo federal de R$ 15 milhões.

Esse é o maior aporte financeiro recebido pelo programa para o fomento das atividades brasileiras na região.

Os recursos são destinados aos futuros projetos de pesquisa no âmbito do Proantar, que poderão ser apresentados até o mês de outubro ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Cooperação e monitoramento ambiental

Do total, R$ 12 milhões serão repassados para cooperações entre países latino-americanos e R$ 3 milhões para o monitoramento ambiental na Antártica. Cada projeto poderá ter custo máximo de R$ 1 milhão.

"Vamos apresentar pesquisas ligadas a questões geográficas e antropológicas, por exemplo", afirmou a coordenadora-geral para o Mar e a Antártica do MCT, Maria Cordélia Machado.

Mudanças climáticas na Antártica

O Proantar surgiu em 1982, mesmo ano em que ocorreu a primeira expedição brasileira na Antártica. "O Proantar se inspira nas sugestões em ambientes internacionais e isso é incorporado ao programa. Os cientistas estão interessados em entender como as mudanças globais estão interferindo na Antártica, como a Antártica está reagindo a essas mudanças e quais serão as consequências dessas alterações", explicou o geólogo do Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo (USP) e membro do programa Antonio Carlos Rocha Campos.

Segundo o MCT, após o período de apresentação dos projetos de pesquisa, o ministério irá promover uma campanha, nos meses de novembro e dezembro, sobre as expedições brasileiras na Antártica.





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