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Brasil vai comprar supercomputador da França

Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da França, François Hollande, fortaleceram assinaram acordos que envolvem a instalação de uma infraestrutura de computação de alto desempenho, a transferência de tecnologia para o satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas e novas ações do programa Ciência sem Fronteiras.

A parceria prevê a aquisição de um supercomputador da empresa francesa Bull e a instalação de dois centros de pesquisa, um em Petrópolis (RJ), em parceria com o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), e outro no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe), na capital fluminense.

O governo brasileiro declarou sua intenção de fomentar produtos e serviços da chamada computação de alto desempenho.

"Atualmente, apenas dez países detêm capacidade instalada nesse campo", destacou a presidente Dilma Rousseff. "Com a implementação desse plano de trabalho, o Brasil entrará para esse restrito grupo e vai desenvolver atividades de pesquisa em áreas estratégicas."

O presidente Hollande também enfatizou a previsão de o Brasil ingressar na elite mundial da supercomputação a partir de 2016, quando o supercomputador francês deverá ser entregue: "Ficamos muito satisfeitos com o fato de a Bull possibilitar essa capacidade, a ser criada nos centros de pesquisa."

Além do LNCC, fazem parte da iniciativa pelo lado brasileiro a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI).

Satélite geoestacionário

Petrônio de Souza, da Agência Espacial Brasileira, formalizou um acordo para a transferência de tecnologia para a construção do satélite geoestacionário brasileiro, a cargo da Thales Alenia Space.

A empresa francesa também assinou o contrato referente ao desenvolvimento do satélite com a Visiona Tecnologia Espacial - sociedade entre a Embraer e a Telebrás.

A Visiona, por sua vez, assinou compromisso com o consórcio europeu Arienespace, responsável pelo lançamento do satélite.

Intercâmbio acadêmico

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, fechou duas novas parcerias para o Ciência sem Fronteiras.

O primeiro acordo promove a aprendizagem do idioma francês para estudantes e futuros participantes do programa.

Já o outro acerto bilateral prevê a recepção pelo país europeu de alunos em ciclo de mestrado profissional, com 500 bolsas em 2014 e mais 500 em 2015.





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