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Publicação traz debates do programa Fronteiras da Ciência

A Royal Society, academia de ciência no Reino Unido, acaba de publicar o relatório UK-Brazil Frontiers of Science Meeting, com os principais resultados dos debates realizados no encontro de mesmo nome realizado em Itatiba (SP), em agosto de 2010.

O simpósio integrou o programa Fronteiras da Ciência, uma série de encontros promovidos periodicamente pela Royal Society em diversos países, com o objetivo de estimular os participantes a refletir sobre os novos rumos de seus campos de atuação, assim como de outras áreas do saber.

Áreas de fronteira

Os debates abordaram uma gama extraordinária de áreas de pesquisa, incluindo biocombustíveis, plasticidade cerebral, modelagem matemática de populações e doenças, jornalismo científico, emaranhamento quântico e efeitos das mudanças climáticas no desenvolvimento de plantas.

O programa Fronteiras da Ciência foi concebido originalmente pelo geofísico Frank Press, presidente da Academia de Ciências dos Estados Unidos de 1981 a 1993. O primeiro encontro ocorreu em 1989. O formato foi adaptado pela Royal Society em 2004 e, desde então, a academia britânica tem organizado encontros em diversos países.

"As palestras tiveram enfoque geral - já que foram apresentadas a cientistas de outras áreas -, contextualizando os temas abordados. O objetivo foi fomentar a discussão, para que cada participante pudesse expandir seus horizontes de pesquisa, refletindo sobre assuntos que normalmente não temos oportunidade de abordar, devido à especialização da ciência", disse Marcelo Knobel, pró-reitor de graduação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um dos coordenadores da organização do evento.

Fronteiras da Ciência

A publicação traz resumos de todas as sessões no simpósio, relação dos participantes, principais pontos debatidos e considerações dos pesquisadores reunidos sobre o evento.

O evento foi organizado pela Royal Society e pela FAPESP, em parceria com British Council, Academia Brasileira de Ciências, Academia Chilena de Ciências e Cooperação Reino Unido-Brasil em Ciência e Inovação.

"A Royal Society completou 350 anos em 2010 e realizou uma série de eventos comemorativos. A escolha do Brasil para sediar uma das principais iniciativas naquela data mostra a importância conquistada pelo país no contexto internacional da ciência", disse Knobel.

Além de Knobel, o comitê de organização foi coordenado por Richard Kirby, da Escola de Ciência e Engenharia Marinha da Universidade de Plymouth, no Reino Unido.

Para o simpósio, foram selecionados preferencialmente pesquisadores com menos de 20 anos de doutorado e liderança reconhecida no meio acadêmico. Além dos 27 palestrantes e dos 16 membros do comitê organizador, foram convidados outros 27 pesquisadores para participar dos debates.

Para Knobel, que também é membro da coordenação da área de Física da FAPESP, essa dinâmica é bastante enriquecedora, principalmente quando se leva em conta o perfil dos participantes.

"Como são cientistas que ainda têm muito pela frente, esse contato com as grandes questões científicas de todas as áreas, tornado possível pelo simpósio, tende a gerar parcerias e colaborações internacionais", afirmou.

O relatório UK-Brazil Frontiers of Science Meeting pode ser lido em www.fapesp.br/publicacoes/UKBrazil_FOS_report.pdf.





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