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Robótica

Garra robótica sem dedos agarra compradores

Redação do Site Inovação Tecnológica - 20/01/2014

Garra robótica sem dedos agarra compradores
Depois de começarem com pó de café e uma bexiga, agora os engenheiros não revelam os materiais usados na versão comercial da garra robótica sem dedos.
[Imagem: Empire Robotics]

Do laboratório para o mercado

Engenheiros das universidades de Chicago e Cornell, ambas nos Estados Unidos, demonstraram que o caminho do laboratório para as lojas pode não ser tão longo quanto se apregoa.

Ou, pelo menos, parece haver muitos atalhos disponíveis quando se conta com criatividade e foco.

Em 2010, a equipe surpreendeu a comunidade da robótica ao lançar uma garra multiuso extremamente eficiente, mas sem nenhum dos complicadores normalmente envolvidos na construção das mãos artificiais.

Eles construíram nada menos do que uma mão robótica sem dedos, feita com bexiga e café moído.

Agora, já usando materiais mais resistentes e devidamente adaptada para uso industrial, a mão robótica sem dedos está estreando no mercado.

"Quando começamos [a trabalhar] com a pinça universal não pensamos em aplicações industriais, mas logo houve consultas de várias empresas e, nos primeiros dias, tive que dizer-lhes que trabalhávamos em pesquisa básica, e não em P&D e que, portanto, não podíamos realmente fazer garras robóticas para vender," conta o professor Heinrich Jaeger, que orientou seu aluno John Amend na criação do equipamento.

Mas a insistência do mercado foi suficiente para levar os inventores a criar sua própria empresa, a Empire Robotics, para comercializar a tecnologia.

"Com as nossas garras podemos lidar com uma ampla gama de diferentes objetos na mesma linha de fabricação. Temos vários pedidos para objetos com furos no centro, como porcas, vidros ou garrafas de plástico, e objetos que têm formas estranhas ou formas que variam entre as partes individuais," conta Amend.

Transição por compressão

A garra robótica sem dedos se baseia no princípio da aglomeração de materiais granulares, que ocorre quando se gera um vácuo em seu invólucro, um fenômeno conhecido como transição por compressão.

O material em pó virtualmente se "solidifica" sob baixa pressão, adaptando-se perfeitamente ao formato de objetos irregulares e agarrando-os.

O fenômeno pode ser visto nos pacotes de café em pó embalados a vácuo. Na verdade, o primeiro protótipo era realmente feito com pó de café colocado dentro de uma bexiga. Os engenheiros não revelam o que estão usando na versão comercial.







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