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Inovação é chave para competitividade do setor minerometalúrgico

Com informações da Agência Brasil - 28/09/2016


Automação

Para sair da crise e enfrentar a concorrência internacional, o setor nacional de metalurgia, materiais e mineração precisa elevar o nível de competitividade e, para isso, precisa adotar novas tecnologias de produção.

Esta é a opinião do presidente da AMB (Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração), Horacidio Leal Barbosa Filho.

Ele defendeu a adoção de sistemas automatizados para processamento de aço e a chamada indústria 4.0, um conceito que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação aplicadas aos processos de manufatura.

Aços com nióbio

Na indústria automotiva, por exemplo, Barbosa Filho chamou a atenção para a utilização de aços de alta resistência que usam nióbio, elemento químico usado como liga na produção de aços especiais e um dos metais mais resistentes à corrosão, que é uma matéria-prima brasileira. "Cerca de 90% e 95% do mercado mundial são produzidos no Brasil", disse.

Segundo ele, há um movimento em todo o mundo para desenvolver esse aço que aumenta a resistência, diminui a espessura, tem menor gasto de combustível e, em consequência, gera redução de emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, além de agregar valor ao produto final.

Na área de ferramentas, segundo Barbosa Filho, o Brasil está atrás de outros países. A Alemanha, por exemplo, trabalha com tornos com cinco entradas para performar materiais, enquanto no Brasil muitos desses equipamentos têm apenas uma entrada. "A média de idade dos equipamentos na Alemanha é sete anos; a nossa [média] aqui é de 19 anos. Como você quer concorrer com eles botando dinheiro a adotando coisas mais novas? Tem que fazer o mesmo. Tem espaço para crescer".

Investimentos no trabalhador

Barbosa Filho confia que, com essas inovações, o setor metalúrgico, de materiais de mineração brasileiro consiga superar os chineses, um dos principais concorrentes no mercado internacional.

Antes, porém, é preciso investir igualmente no trabalhador - ele reconhece que não é fácil trabalhar em uma usina siderúrgica oito ou 12 horas por dia, por exemplo, onde o menor peso é de uma tonelada e a temperatura dos equipamentos fica acima de 500 graus Celsius.

"O desgaste de um trabalhador desse é diferente de você estar trabalhando em um escritório. Parte da produtividade passa por um trabalhador satisfeito, bem remunerado, com segurança," afirmou.







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