Plantão

INPE usa protocolos da NASA para testar satélite argentino

INPE usa protocolos da NASA para testar satélite argentino
Satélite argentino SAC-D na câmara vácuo-térmica do LIT/INPE.[Imagem: Inpe]

Câmara vácuo-térmica

O Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), em São José dos Campos (SP), concluiu no dia 10 de dezembro os ensaios de simulação das condições em órbita que enfrentará, quando lançado, o satélite argentino SAC-D.

O último teste foi realizado na câmara vácuo-térmica de grandes dimensões do LIT e teve a duração de 18 dias ininterruptos.

O teste consumiu meses de preparação e envolveu aproximadamente uma centena de profissionais. Antes dele foram realizados diversos outros ensaios ambientais e de medidas do satélite.

Além de experimentos científicos argentinos, franceses e italianos, o SAC-D, Satélite de Aplicações Científicas, leva a bordo o instrumento Aquarius, equipamento inovador para monitorar a salinidade oceânica, desenvolvido pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA.

Protocolos da NASA

Para a realização dos testes no Brasil, o LIT/INPE aperfeiçoou procedimentos para adequação aos exigentes protocolos da agência espacial americana.

Segundo Petrônio Noronha de Souza, chefe do LIT/INPE, tais procedimentos, que incluíram regras de segurança, foram auditados e aprovados por representantes da própria NASA. "É valiosa a oportunidade de nossos técnicos atuarem ao lado de equipes do mais alto nível. Aumentamos nossa capacitação e reconhecimento internacional".

O LIT/INPE é o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.

Ter condições de oferecer a "matriz completa de testes espaciais" foi decisivo para o Brasil ser escolhido para testar o satélite que a Argentina desenvolveu com a cooperação dos Estados Unidos.

Teste do satélite

O satélite chegou ao LIT/INPE no final de junho e deve deixar o laboratório, para o lançamento nos Estados Unidos, em março de 2011. Das atividades participam mais de duas centenas de técnicos e cientistas dos países envolvidos no desenvolvimento e na qualificação do satélite.

No total, foram realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite. A impossibilidade de reparo em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o final de sua vida útil no espaço.

A realização dos testes no Brasil é resultado de acordo entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina. Trata-se da terceira operação com um satélite argentino no LIT/INPE, por onde já passaram os satélites SAC-B e C.





Outras notícias sobre:

    Mais Temas