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LHC atinge temperatura próxima ao zero absoluto

LHC atinge temperatura próxima ao zero absoluto
Caminhão despeja hélio líquido, usado para resfriar as instalações do LHC até próximo ao zero absoluto, a temperaturas abaixo das encontradas no espaço profundo. [Imagem: CERN]

O LHC (Large Hadron Collider: Grande Colisor de Hádrons), o maior e mais complexo instrumento científico já construído, tornou-se novamente, na última sexta-feira, um dos lugares mais frios do universo.

O túnel de 27 quilômetros de circunferência onde está instalado o LHC é dividido em oito setores. Agora, todos os oito estão operando a uma temperatura de -271 ºC (ou 1,9 kelvin) - mais frio do que o espaço profundo.

A temperatura atingida pelo LHC é um pouco superior ao zero absoluto (-273,15 °C), a mais baixa possível. Em regiões remotas do espaço sideral, a temperatura é de cerca de -270°C.

Um outro experimento científico consegue ser ainda mais frio: os instrumentos científicos do Telescópio Espacial Planck funcionam a 0,1 K, certamente um dos pontos mais frios do universo.

Decepções

O LHC deveria ter começado a operar em setembro de 2008. Mas um curto-circuito interrompeu seu funcionamento antes que qualquer experimento científico pudesse ser feito. O defeito surgiu enquanto os cientistas testavam seu funcionamento, fazendo as partículas circularem numa e noutra direção, sem ter tido a oportunidades de fazê-las colidir.

Com o defeito, os equipamentos tiveram que ser novamente aquecidos à temperatura ambiente para que os técnicos pudessem consertar os magnetos supercondutores que se fundiram.

A maior decepção para os cientistas, contudo, ainda estava por vir. Depois de avaliarem as conexões entre os magnetos supercondutores, os responsáveis pela operação do LHC afirmaram que, em princípio, ele somente poderá funcionar com metade da potência para a qual ele foi projetado - veja maiores detalhes em LHC vai começar a funcionar com apenas metade da capacidade prevista.

Recriando o universo

O LHC foi projetado para colidir prótons uns contra os outros a uma velocidade próxima à da luz. A expectativa é que essas colisões simulem as condições existentes nos momentos imediatamente após o Big Bang, a grande explosão que acredita-se ter criado nosso universo.

No atual cronograma, a expectativa é que as primeiras colisões de partículas possam acontecer no início de Janeiro de 2010.





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