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LHC detecta primeiras colisões de prótons

LHC detecta primeiras colisões de prótons
Primeira colisão de prótons no interior do LHC, ocorrida às 14h22, no horário local e capturada pelo gigantesco detector Atlas.[Imagem: CERN]

Na tarde desta segunda-feira, o LHC realizou, pela primeira, a circulação simultânea de dois feixes de partículas, permitindo que o operadores testassem a sincronização dos feixes e dando aos cientistas a primeira chance de observar colisões entre prótons.

"É uma grande conquista ter chegado tão longe em tão pouco tempo", disse diretor do CERN, Rolf Heuer. "Mas é preciso manter um senso de perspectiva - ainda há muito a fazer antes que possamos iniciar o programa de física do LHC."

Detectores de colisões

Com uma pequena quantidade de partículas circulando em cada sentido, os feixes podem ser gerados de modo a se chocarem em dois pontos distintos no anel.

No início da tarde, os feixes se chocaram nos pontos 1 e 5, no interior dos detectores Atlas e CMS, sendo que ambos estavam capturando dados das colisões. Mais tarde, os feixes se chocaram nos pontos 2 e 8, no interior dos detectores Alice e LHCb.

Primeira colisão de prótons

O detector Atlas foi o primeiro a detectar colisões de prótons, ainda que em estágio de testes. As colisões ocorreram às 14h22, horário local.

As primeiras colisões de teste foram feitas apenas três dias depois do LHC ser religado, demonstrando que o sistema de controle dos feixes de partículas está operando normalmente.

Nesses três dias, os técnicos têm circulado feixes de partículas em torno do anel de 27 quilômetros alternadamente em uma direção e depois em outra, com uma energia de injeção de 450 GeV. O tempo de vida do feixe foi progressivamente aumentado para 10 horas, e hoje os feixes estão circulando simultaneamente em ambas as direções.

Calibração dos equipamentos

A próxima etapa na agenda do LHC é uma intensa fase de comissionamento destinada a aumentar a intensidade dos feixes e começar sua aceleração - até agora eles permanecem na chamada energia de injeção.

Se tudo correr bem, até o Natal, o LHC deverá chegar a 1,2 TeV por feixe, fornecendo uma quantidades de dados de colisão suficiente para a calibração dos equipamentos.

A fase científica deverá começar em 2010.





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