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Nanotecnologia

Massa do elétron é medida com precisão inédita

Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/02/2014

Massa do elétron é medida com precisão inédita
Esta é a balança onde foi medida a massa do elétron - um isótopo do carbono (C12), cuja massa é bem conhecida, foi deixado com um único elétron, e posto para girar em uma armadilha magnética.
[Imagem: Sven Sturm/MPI for Nuclear Physics]

De bem com a balança

Cientistas alemães fizeram uma nova medição da massa do elétron que chegou a um resultado que é 13 vezes mais preciso do que o anterior.

E essa precisão importa bastante: se os elétrons fossem só um pouquinho mais pesados ou mais leves do que são na realidade, o mundo seria radicalmente diferente do que é.

Assim, saber o valor da massa do elétron o mais exatamente possível tem um grande impacto nas teorias que tentam explicar nosso mundo como ele de fato é.

Segundo os pesquisadores, os elétrons são considerados a "cola do nosso mundo" - as reações químicas, dependentes dos elétrons em camadas bem definidas, simplesmente não ocorreriam, e a luz não seria capaz de interagir com a matéria, se o elétron fosse só um pouquinho diferente do que é.

A massa do elétron é também uma variável central no chamado modelo padrão da física, que descreve três das quatro forças fundamentais conhecidas atualmente.

Embora esse modelo funcione bem, é claro que há limites à sua validade. Como ninguém sabe ainda onde estão esses limites, compreender o que já se conhece com grande precisão pode abrir o caminho para desvendar novas inter-relações físicas, até chegar ao que não se conhece.

Massa do elétron

O resultado da medição revelou que um elétron tem uma massa de 1/1836,15267377 a massa do próton, ou 0,000548579909067 unidade de massa atômica.

Posto em quilogramas, isso é alguma coisa em torno de 10-30 kg.

Bibliografia:

Artigo: High-precision measurement of the atomic mass of the electron
Autores: S. Sturm, F. Köhler, J. Zatorski, A. Wagner, Z. Harman, G. Werth, W. Quint, C. H. Keitel, K. Blaum
Revista: Nature
Vol.: 506, 467-470
DOI: 10.1038/nature13026






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