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Nanossatélite brasileiro continua com testes em órbita

Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/07/2014

Nassossatélite brasileiro continua com testes em órbita
O nanossatélite brasileiro continua em sua fase conhecida como "comissionamento", a verificação do correto funcionamento e a configuração dos equipamentos.
[Imagem: AEB/Inpe]

Próximo de completar um mês em órbita, o NanosatC-Br1, primeiro nanossatélite brasileiro, ainda não completou toda a série de testes de modos de funcionamento.

De acordo com os técnicos envolvidos no projeto, entre os testes a serem aplicados estão o de repouso e o de estabilização.

Com o propósito de coletar dados do campo magnético terrestre, principalmente na denominada região da Anomalia Magnética da América do Sul (Amas) e do setor Brasileiro do Eletrojato Equatorial Ionosférico, o NanosatC-Br1 tem quatro modos de funcionamento: Seguro, modo utilizado no seu lançamento; Nominal, normal com operação de dados; Repouso, baixa quantidade de envio de informações e Estabilização, correção da velocidade em caso de alta rotação.

A Estação Terrena de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, é a única que pode enviar comandos ao nanossatélite. A estação efetua o monitoramento em conjunto com a Estação Terrena do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP). Ambas recebem ainda dados de radioamadores para serem decodificados e disponibilizados aos pesquisadores.

"Para um dos projetos já há subsídios completos, para os demais ainda falta decodificar dados para conclusão das informações iniciais", explica Otávio Durão, gerente do projeto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O nanossatélite brasileiro tem também entre seus objetivos o teste em voo de circuitos integrados (CIs), projetados no Brasil, quanto a resistência à radiação. O objetivo é o de utilizá-los futuramente em satélites nacional de maior porte a exemplo da Plataforma Multimissão (PMM), em desenvolvimento pelo Inpe. Ainda compõe a carga útil do NanoC-Br1 um FPGA (Field Programmable Gate Array) imune a radiação ionizante.

O nanossatélite teve o custo total, incluindo o seu lançamento, de US$ 860 mil. Até o fim do ano estão previstos o lançamento de mais três nanossatélites da classe cubesat nacionais: Aesp-14, Serpens e CanSat, este último desenvolvido por alunos de uma escola pública de Ubatuba (SP).






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