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Novo presidente do CNPq elogia ciência e defende mais inovação tecnológica

O professor Alberto Aragão de Carvalho Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tomou posse como presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Em seu discurso de posse, Aragão destacou que, apesar de ocupar a décima terceira posição no ranking dos países que mais fazem pesquisas científicas, o Brasil ainda precisa avançar na inovação tecnológica, quando essa ciência vira aplicação concreta para a sociedade.

Ciência, inovação e riqueza

"Já não nos basta a competência, precisamos criar, inovar, para, eventualmente, liderar. Falta-nos liderança e protagonismo na ciência, ainda é limitado o número das nossas tecnologias de sucesso e engatinhamos na inovação", disse o professor.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, também ressaltou a importância da inovação tecnológica e disse que as pesquisas em ciência e tecnologia devem ter como resultado a geração de riquezas para toda a população. E as empresas, segundo ele, têm papel importante nisso.

"São os novos produtos que ganham mercado e fazem com que a produção da empresa seja competitiva e resulte em riqueza. Os países que mais geraram riquezas nas últimas décadas conseguiram fazer com que suas empresas fossem inovadoras", afirmou o ministro.

Liderança da Embrapa

Rezende disse que nos últimos anos o número de pesquisas e de pesquisadores aumentou muito no país e que esse aumento se deu em todas as áreas.

Ele destacou a agricultura, na qual o Brasil é líder. "Isso por causa da Embrapa [Empresa Brasilera de Pesquisa Agropecuária], por conta do nosso grande empresariado. Na área de biocombustíveis, o Brasil tem 20% da produção mundial de pesquisas, mas em todas as áreas está havendo um aumento do número de pesquisadores."

Ações do CNPq

O CNPq concede cerca de 80 mil bolsas que atendem desde alunos da Iniciação Científica Júnior até o pós-doutorado, o que vem reforçando o aumento substancial da produção científica brasileira.

Apenas no Edital Universal foram aprovadas quase três mil propostas, o que irá gerar investimentos de cerca de R$ 120 milhões apenas em 2010. "E foram criados os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, num total de 122, com recursos de mais de R$ 600 milhões, que estão desenvolvendo pesquisas em todas as regiões do país e em todas as áreas do conhecimento," afirmou Marco Antônio Zago, que está deixando a presidência do CNPq.

Agência de fomento

Carlos Alberto Aragão afirmou que dará continuidade à gestão do professor Zago e implantará novas ações para promover o crescimento do CNPq e sua atuação como agência fomentadora da pesquisa científica, tecnológica e de inovação.

"Nosso país emergente finalmente decidiu emergir de vez. Mas apesar do Brasil ocupar 13º posição no ranking dos países que fazem pesquisas científicas, ainda precisa avançar na inovação. Estamos engatinhando ainda, pois temos potencial para muito mais. Em 2009, o Brasil formou em torno de 11 mil doutores e 35 mil mestres, mas esses números podem e devem aumentar muito mais," disse ele.

Produtividade na pesquisa

Aragão afirmou ainda que buscará aumentar as verbas para ciência e tecnologia e o consequente incentivo ao desenvolvimento de tecnologia de ponta nas empresas brasileiras, aumentando a competitividade do país em nível internacional.

O novo presidente apontou ainda o incentivo à produtividade em pesquisa como um dos principais focos do CNPq. A meta, segundo ele, é ampliar ainda mais o número de bolsas para viabilizar pesquisas no País.





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