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AEB lança novo Programa Nacional de Atividades Espaciais

AEB lança novo Programa Nacional de Atividades Espaciais
Os satélites CBERS estão entre os poucos sucessos do Programa Espacial Brasileiro, que nunca chegou a ser uma prioridade do governo. [Imagem: AEB]

Brasil no espaço

A Agência Espacial Brasileira (AEB) antecipou a revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), que deveria ser repensado em 2014.

O novo documento estabelece as diretrizes e ações do Programa Espacial Brasileiro entre 2012 e 2021.

As principais metas do novo PNAE são o aumento da participação da indústria nacional no setor aeroespacial e a implantação de um programa de domínio de tecnologias críticas para o país.

A formação e capacitação de pessoal e a ampliação da cooperação internacional também são temas prioritários no documento.

Tecnologias críticas

"Avaliamos os resultados dos três PNAEs anteriores (1996, 1998 e 2005) e também recebemos contribuições de importantes instituições governamentais e privadas em anos recentes", disse o presidente AEB, José Raimundo Coelho.

Além disso, foi feita uma análise da organização e do funcionamento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE).

"Precisamos ser capazes de usufruir, soberanamente e em grande escala, dos benefícios das tecnologias, da inovação, da indústria e das aplicações do setor em prol da sociedade brasileira," disse o executivo.

Para isso, ele acredita ser necessário priorizar o desenvolvimento e o domínio das tecnologias críticas, "indispensáveis ao avanço industrial e à conquista da necessária autonomia nacional em atividade tão estratégica".

Para José Raimundo, esse domínio só será alcançado com intensa e efetiva participação sinérgica do governo, centros de pesquisa, universidades e indústrias.

Projetos espaciais do Brasil

O novo documento prevê a conclusão e consolidação de diversos projetos até 2016.

Entre eles destacam-se os projetos dos Satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres CBERS-3 e CBERS-4, o foguete Cyclone-4, o Veículo Lançador de Satélites (VLS), o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), o satélite Amazônia-1 e o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

No período de 2016 a 2021, denominado como fase de expansão, pretende-se buscar o desenvolvimento de novos projetos de maior complexidade tecnológica, compreendendo a continuidade do programa Amazônia (AMZ-1B, AMZ-2), o desenvolvimento de um satélite meteorológico geoestacionário, o lançamento do segundo satélite de comunicação e o desenvolvimento do satélite radar de abertura sintética.

Centros de lançamento

O quarto satélite da série CBERS, o CBERS-3, deverá ser lançado ainda em 2013. O satélite é importante no monitoramento e na gestão territoriais.

Também em 2013, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), deverá ficar pronto para os lançamentos do VLS e do Cyclone-4.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, localizado em Parnamirim (RN) também passará por reformas. "Estamos propondo a modernização de boa parte da infraestrutura do CLBI e a recomposição de outra, utilizando a experiência que adquirimos no CLA. Os dois centros de lançamentos são considerados estratégicos", conta o presidente da AEB.





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