Robótica

Pessoas escolhem seus robôs de acordo com a própria personalidade

Pessoas escolhem seus robôs de acordo com sua personalidade

O robô é a cara do dono

Muito já se falou sobre a personalidade, e até a aparência, dos cães e de seus donos. Mas, se nada foi comprovado quando se trata do atual melhor amigo do homem, pesquisadores ingleses acabam de descobrir que cada pessoa escolherá seu robô de acordo com sua própria personalidade.

Pessoas com personalidades mais extrovertidas tendem a escolher robôs humanóides, que têm uma maior semelhança com os humanos, com características faciais e até vozes semi-humanas.

Já as pessoas mais introvertidas preferem robôs com aspecto mais mecânico, qualquer coisa como um corpo quadrado sobre rodas e uma cabeça metálica.

Convivência entre humanos e robôs

A conclusão é do professor Kerstin Dautenhahn, da Universidade de Hertfordshire, depois de uma pesquisa que tirou os robôs dos laboratórios e os colocou para conviver com as pessoas em condições reais, em suas próprias residências.

"Nossa pesquisa nos permitiu identificar dois grandes grupos demográficos que têm suas próprias preferências," explica Mick Walters, que fez da pesquisa a sua tese de doutoramento. "Parece que há aqueles que preferem um robô que não atrapalhe e outros que querem uma presença agradável."

Aparência dos robôs

Walters se concentrou na análise das percepções humanas sobre as aparências dos diversos robôs, avaliando como as pessoas se sentiam melhor ante a aproximação e a interação com os robôs. Muitos roboticistas afirmam que em poucos anos os robôs começarão a substituir os animais de estimação como companhia.

O objetivo dos pesquisadores foi construir um quadro empírico resumido da interação humano-robô que pudesse ser utilizado por outros pesquisadores e por projetistas de robôs.

Proxêmica

Além de analisar o comportamento das centenas de pessoas que participaram de suas pesquisas, eles utilizaram uma área do conhecimento chamada proxêmica, que estuda a concepção e o uso do espaço pelas pessoas.

"Além disso, em vez de fabricar um robô e depois encontrar uma aplicação para ele, nós envolvemos as pessoas no desenvolvimento desses 'humano-bots' desde o princípio," diz o professor Dautenhahn.





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