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Primeiro Soyuz na América do Sul começará GPS europeu

Primeiro Soyuz na América do Sul começará GPS europeu
Será o primeiro lançamento de um Soyuz fora da base de Baikonur, no Cazaquistão, ou Plesetsk, na Rússia, e o início da construção da constelação europeia de navegação por satélite, o Galileo.[Imagem: ESA/S. Corvaja]

Soyuz na Guiana

Já está na plataforma de lançamento o primeiro foguete Soyuz a ser lançado do Porto Espacial Europeu, na Guiana Francesa.

O foguete será usado para colocar em órbita os primeiros dois satélites do sistema de navegação Galileo - o GPS da Europa.

O lançamento está previsto para ocorrer nesta quinta-feira, 20.

Os três estágios do Soyuz ST-B foram transportados horizontalmente por uma linha férrea com 600 metros de comprimento, que une a oficina de montagem à plataforma de lançamento. O veículo foi então erguido até à sua posição de lançamento por guindastes.

A nova torre móvel, construída especificamente para as operações do foguete na Guiana Francesa também protege os satélites e o veículo do ambiente úmido dos trópicos.

O abastecimento de combustível do foguete começará quatro horas e meia antes do lançamento.

Será um lançamento histórico por dois motivos: será o primeiro lançamento de um Soyuz fora da base de Baikonur, no Cazaquistão ou Plesetsk, na Rússia, e o início da construção da constelação europeia de navegação por satélite, o Galileo.

GPS Europeu

Na semana passada, os dois satélites da Validação em Órbita (IOV), unidos ao mecanismo de separação, foram instalados na seção superior do lançador Fregat-MT. Depois disso, o conjunto foi encapsulado pelo revestimento de proteção.

Esta carga útil foi levada separadamente até a plataforma de lançamento, sendo ligada ao veículo de lançamento, completando-se assim o primeiro Soyuz a ser lançado do Porto Espacial Europeu.

No próximo ano, será lançado o segundo par de satélites.

Estes quatro primeiros satélites servirão como teste do sistema Galileo, antes de serem lançados os restantes 26 satélites da constelação.

Este quarteto de satélites, construído por um consórcio dirigido pela EADS Astrium Alemanha, irá formar o núcleo operacional da constelação completa do Galileo.

O Soyuz é um veículo de classe média, que vem complementar os lançadores Ariane e Vega.





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