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Astrônomos descobrem relíquia da época da formação da Via Láctea

Com informações do ESO - 07/09/2016

Astrônomos descobrem relíquia da época da formação da Via Láctea
Terzan 5 é de fato um dos blocos constituintes primordiais do bojo, muito provavelmente uma relíquia dos primórdios da Via Láctea.
[Imagem: ESO/F. Ferraro]

Aglomerado Terzan 5

Uma equipe internacional de astrônomos encontrou uma formação que eles acreditam ser um remanescente da Via Láctea primordial, contendo estrelas com idades muito diferentes.

Este sistema estelar é parecido com um aglomerado globular, mas diferente dos outros aglomerados já conhecidos por conter estrelas muito similares às estrelas mais antigas da Via Láctea, fazendo uma ponte entre o passado e o presente da nossa Galáxia.

Terzan 5, situado a 19 mil anos-luz de distância, na constelação de Sagitário, tem sido classificado como um aglomerado globular há 40 anos, quando foi descoberto, mas uma equipe liderada por astrônomos italianos acaba de descobrir que ele é diferente de todos os outros aglomerados globulares conhecidos.

Entre as diferenças está a existência de dois tipos distintos de estrelas, que não diferem apenas nos elementos que contêm, mas também apresentam uma diferença de idades de cerca de 7 bilhões de anos - as duas populações estelares detectadas têm idades de 12 e 4,5 bilhões de anos, respectivamente.

As idades das duas populações indicam que o processo de formação estelar em Terzan 5 não se processou de forma contínua, tendo sido dominado por dois períodos distintos de formação estelar. "Esta hipótese requer que o antecessor de Terzan 5 tenha tido enormes quantidades de gás para uma segunda geração de estrelas e tenha sido muito massivo, com pelo menos 100 milhões de vezes a massa do Sol," explica Davide Massari, coautor do estudo.

Fóssil cósmico

As suas propriedades incomuns fazem de Terzan 5 o candidato ideal a um "fóssil vivo" dos primeiros dias da Via Láctea. Teorias atuais de formação galáctica assumem que vastos acúmulos de gás e estrelas interagiram para formar o bojo primordial da Via Láctea, fundindo-se e dissolvendo-se no processo.

"Pensamos que alguns restos destes acúmulos gasosos poderão ter permanecido relativamente imperturbados e que continuam existindo em nossa galáxia," explica Francesco Ferraro, autor principal do estudo. "Tais fósseis galácticos permitem aos astrônomos reconstruir uma parte importante da história da nossa Via Láctea."

Bibliografia:

Artigo: The age of the young bulge-like population in the stellar system Terzan 5: linking the Galactic bulge to the high-z Universe
Autores: F. R. Ferraro, D. Massari, E. Dalessandro, B. Lanzoni, L. Origlia, R. M. Rich, A. Mucciarelli
Revista: The Astrophysical Journal
Vol.: 828, Number 2
DOI: 10.3847/0004-637X/828/2/75
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