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Ressonância magnética nuclear nacional terá uso em petróleo

Ressonância magnética nuclear nacional terá uso em petróleo
A tecnologia foi desenvolvida com suporte da FINEP. [Imagem: Finep/Divulgação]

Espectrômetro digital

O primeiro equipamento comercial de ressonância magnética nuclear (RMN) totalmente brasileiro foi desenvolvido com apoio da FINEP à empresa FIT (Fine Instrument Technology).

O primeiro aparelho foi adquirido para o Laboratório de Tecnologia de Engenharia de Poços da Coppe, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A tecnologia é um dos destaques da recém-criada linha de pesquisa do laboratório que prevê a aplicação da ressonância magnética nuclear na exploração de petróleo.

O projeto de pesquisa para o desenvolvimento do equipamento de ressonância magnética foi feito em São Carlos (SP).

O "cérebro" do aparelho é um espectrômetro digital, responsável por controlar sinais e dados que formam um experimento, seja ele para imagens, espectroscopia ou relaxometria - técnicas de análises utilizando ressonância magnética.

Potencial infinito

O equipamento será usado inicialmente para estimar o perfil de porosidade de rochas em regiões promissoras para petróleo, mas seu uso é bem mais amplo.

Ele pode ser usado para analisar combustíveis vendidos ao consumidor em busca de adulterações, para medir a quantidade de açúcar em frutas, de flúor em pastas de dentes, de óleo e umidade em sementes, além de analisar as características do solo em áreas agrícolas, entre outros usos.

"O potencial de aplicação é infinito", disse Maurício Arouca, coordenador do Programa de Planejamento Energético da Coppe. Segundo ele, pesou para a aquisição do equipamento, o fato de o aparelho ter sido desenvolvido integralmente no País.

"Todo o suporte que precisarmos será dado por pessoas do Brasil. O acesso e o atendimento são bem mais simplificados," explicou.





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