Robótica

Robô aprende a reconhecer a si próprio no espelho

Robô aprende a reconhecer a si próprio no espelho
O robô propriamente dito é simples. O segredo está no software de inteligência artificial que o controla. [Imagem: Yale University]

Autoconsciência robótica

Um robô chamado Nico poderá em breve passar por um teste histórico - reconhecer a si próprio em um espelho.

Essa autoconsciência representaria um passo em direção ao objetivo final de construir robôs pensantes.

Nico, desenvolvido por cientistas do Laboratório de Robótica Social da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, vai fazer o teste nos próximos meses.

O objetivo é que Nico use um espelho para interpretar os objetos à sua volta, e se encontre no meio deles.

"É uma tarefa de raciocínio espacial para o robô perceber se seu braço está ou não do outro lado do espelho," afirma Justin Hart, cuja tese de doutoramento está centrada na tentativa de fazer com que o robô consiga esse intento.

Teste do espelho

Até o momento, o robô já consegue reconhecer um reflexo do seu braço. Mas Hart quer ele que passe no "teste completo do espelho".

O chamado teste do espelho foi originalmente idealizado em 1970, e tornou-se o teste clássico da autoconsciência.

Geralmente aplicado em animais, o exame começa com a criatura passando um tempo em frente ao espelho, para se acostumar com ele.

A seguir, o animal é anestesiado e marcado no rosto com um corante não-tátil e sem cheiro.

A reação do animal ao seu reflexo - se ele tenta ou não inspecionar a marca em seu próprio corpo ou no espelho, como se a marca estivesse fora dele - é usada como um indicador de sua autoconsciência.

Até o momento, apenas algumas espécies não-humanas passaram nesse teste, incluindo alguns primatas, elefantes e golfinhos.

Bebês humanos são incapazes de passar no teste antes dos 18 meses de idade.

Rumo ao objetivo

Cada vez mais os cientistas têm usado testes similares para analisar a autoconsciência em robôs, mas ninguém até agora conseguiu programar um robô para que ele reconhecesse plenamente a si mesmo a partir somente da aparência.

É o que Hart e seu orientador Brian Scassellati estão tentando fazer.

"Este é um passo importante, mas não é o jogo final da inteligência artificial, é apenas um passo nesse caminho", disse ele.





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